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11/08/2010 - 14h47

Bolsas europeias fecham o dia em queda

Londres - As bolsas europeias fecharam o dia em forte queda, com os setores financeiro e de mineração liderando as perdas, após indicadores da China e previsões mais fracas vindas do Banco da Inglaterra (o banco central inglês) reforçarem a perspectiva de desaceleração do ritmo de recuperação da economia mundial. O índice pan-europeu Stoxx 600 caiu 2,02%, para 254,68 pontos, revertendo os ganhos que tinha acumulado no mês.

Na Bolsa de Londres, o índice FT-100 fechou em queda de 2,44%, aos 5.245,21 pontos. Na Bolsa de Frankfurt, o índice Xetra DAX fechou em baixa de 2,10%, aos 6.154,07 pontos. O índice CAC-40, da Bolsa de Paris, fechou em queda de 2,74%, aos 3.628,29 pontos, enquanto o índice Ibex-35, da Bolsa de Madri, recuou 3,21%, aos 10.374,80 pontos.

Dados divulgados hoje pelo governo da China mostraram que a produção industrial do país cresceu em julho, mas em um ritmo levemente mais fraco que o observado no mês anterior, assim como as vendas no varejo. A inflação ao consumidor acelerou para 3,3% em julho ante junho. Além disso, o Comitê de Política Monetária do Banco da Inglaterra anunciou que a economia do Reino Unido deve crescer em um ritmo pouco menor que o previsto inicialmente, devido ao aperto fiscal de 113 bilhões de libras prometido até 2015.

As notícias pesaram sobre os mercados de ações, um dia depois de o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) anunciar que vai reinvestir em Treasuries (títulos do Tesouro norte-americano) o dinheiro gerado pelo vencimento de títulos detidos pela instituição, numa tentativa de oferecer suporte adicional à economia norte-americana. Hoje, o governo dos EUA divulgou que o déficit comercial do país cresceu 19% em junho ante maio.

"Os mercados globais aparentemente estão se esforçando para lidar com um ataque simultâneo de notícias econômicas difíceis vindas de três continentes diferentes nesta semana", afirmaram analistas do IG Index. Para Christopher Purdy, da Spreadex, "os maiores fatores responsáveis pela onda de vendas hoje foram a falta de um afrouxamento quantitativo adicional nos EUA e o fato de o Banco da Inglaterra ter cortado a previsão do PIB (Produto Interno Bruto)".

Em Londres, uma das maiores quedas do dia foi da TUI Travel, maior operadora de turismo da Europa, que recuou 6,45% depois que uma corretora rebaixou sua recomendação. No geral, os papéis de bancos e de mineradoras tiveram desempenhos muitos ruins. O Lloyds caiu 6,78% e a Kazakhmys recuou 5,88%. BHP Billiton registrou baixa de 3,34% e Antofagasta recuou 3,09%.

Em Frankfurt, a distribuidora de aços e metais Kloeckner teve baixa de 5,83%, mesmo após divulgar que seu lucro mais que dobrou no primeiro semestre. A companhia de energia EON teve queda de 1,43%, uma das menos acentuadas do dia, após seu balanço do primeiro semestre mostrar um "forte fluxo de caixa", dizem os analistas.

O setor financeiro foi um dos mais atingidos em Paris pelo pessimismo em relação ao crescimento global. O banco Crédit Agricole caiu 4,83%, o Société Générale recuou 4,19%, o BNP Paribas teve baixa de 3,93%, o Dexia registrou perda de 5,08% e a seguradora AXA recuou 4,27%.

Em Madri, a Abengoa, do setor de energia, recuou 6,44%. A Telefónica teve queda de 2,08%, mesmo com o Goldman Sachs elevando sua recomendação. A petroleira Repsol registrou retração de 3,09%. O banco BBVA caiu 4,59%. O índice FTSE-MIB, da Bolsa de Milão, fechou em baixa de 3,20%, aos 20.579,24 pontos. Na Bolsa de Lisboa, o índice PSI-20 fechou em baixa de 2,23%, aos 7.297,59 pontos. As informações são da Dow Jones.

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