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11/08/2010 - 17h41

China preocupa e Ibovespa fecha em queda de 2,13%

São Paulo - Junto com as bolsas europeias e norte-americanas, o Ibovespa sucumbiu hoje a novos dados da economia chinesa que mostraram desaceleração de seu crescimento e reacenderam temores sobre a recuperação econômica global. Em meio à batelada de números divulgados pelo governo chinês ontem à noite, os investidores titubearam diante da desaceleração do crescimento da produção industrial, das vendas do varejo e dos investimentos em ativos fixos no país asiático. As quedas dos índices acionários na Europa, EUA e Brasil superaram 2%.

Aos dados desanimadores da China, os investidores somaram ainda preocupações com o ritmo modesto da recuperação norte-americana, ressaltado ontem pelo Federal Reserve (banco central norte-americano), e a informação divulgada hoje pelo banco central do Reino Unido de que a economia do país deve se expandir em um ritmo menor do que o previsto inicialmente (para em torno de 3% no médio prazo, de projeção de expansão de 3,6% feita em maio). O resultado foi uma fuga das bolsas para ativos considerados mais seguros, como os Treasuries (títulos americanos).

Em meio a um movimento mais forte de realização de lucros do que o visto nos dias anteriores, sobretudo concentrado em ações ligadas a commodities, entre elas, Vale, Petrobras e de siderúrgicas, a Bovespa fechou em queda de 2,13%, aos 65.790,29 pontos, a menor pontuação desde 22 de julho. Em campo negativo do início ao fim da sessão, a bolsa brasileira registrou a mínima aos 65.690,39 pontos, em baixa de 2,28%, e a máxima aos 67.216,74 pontos, com perda de 0,01%. No mês, acumula recuo de 2,55% e no ano, de 4,08%. O giro financeiro foi de R$ 5,295 bilhões. Os dados são preliminares.

O movimento de vendas aqui, porém, foi menos intenso do que em Nova York, diz Fausto Gouveia, economista chefe da Legan Asset, uma vez que a bolsa brasileira cedeu menos. "A safra doméstica de balanços, com bons resultados, a diminuição do ritmo de alta dos juros e a inflação menor formam um ambiente interno que dá algum suporte ao Ibovespa", explicou.

Vale ON caiu 3,38%, para R$ 48,31, e PNA, -2,80%, para R$ 42,38. Já Petrobras ON cedeu 3,80%, para R$ 31,65, e PN, -3,20%, para R$ 27,50. Entre as siderúrgicas, Usiminas ON perdeu 3,48% e PNA, -2,73%; Gerdau cedeu 4,38%; e CSN ON caiu 3,87%, apesar de a siderúrgica ter divulgado ontem à noite seu balanço do segundo trimestre com lucro líquido de R$ 894 milhões, em alta de 167% sobre o obtido no mesmo período de 2009.

Em Nova York, o Dow Jones declinou 2,49%, para 10.378,83 pontos; o Nasdaq cedeu 3,01%, para 2.208,63 pontos; e o S&P500 recuou 2,82%, para 1.089,49 pontos. Com esses resultados, as bolsas norte-americanas voltaram ao negativo no acumulado do mês e do ano. Os dados são preliminares.

Nos EUA, o Departamento de Energia (DOE, na sigla em inglês) revelou que os estoques de petróleo dos EUA caíram 2,988 milhões de barris na semana encerrada em 6 de agosto. Além disso, o déficit comercial dos EUA aumentou 19% em junho, para US$ 49,90 bilhões, marcando uma máxima recorde em 21 meses - o resultado de junho foi maior do que a média das previsões dos economistas ouvidos pela Dow Jones, que esperavam um déficit de US$ 42,7 bilhões.

Na China, a produção industrial cresceu 13,4% em julho na comparação com o mesmo mês do ano passado, desacelerando em relação aos 13,7% de junho. As vendas no varejo desaceleraram para +17,9% em julho, ante os 18,3% registrados em junho. E o investimento em ativos fixos nas áreas urbanas do país aumentou 24,9% no período janeiro-julho em relação a igual intervalo de 2009.

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