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11/08/2010 - 17h13

Dólar fecha a R$ 1,77 com temor sobre economia global

São Paulo - Os dados mais fracos vindos da China só corroboraram a sensação deixada ontem pelo comunicado do Comitê de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), de que a economia global caminha a passos bem lentos para a recuperação. A constatação disparou a aversão ao risco, fortaleceu o dólar e fez com que o euro tivesse o maior recuo desde dezembro de 2008. A moeda americana também marcou a segunda alta consecutiva ante o real, mas o porcentual de alta por aqui foi bem mais suave, movimento que os operadores creditam a um possível fluxo de entrada e ao fato de que o real não subiu tanto nos últimos dias e, portanto, teria menos para devolver em relação a outras divisas de emergentes.

O dólar comercial fechou com alta de 0,63% hoje nas negociações no mercado interbancário de câmbio a R$ 1,77. No mês, a moeda registra alta de 0,85% e no ano, ganho de 1,55%. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros, o dólar negociado à vista encerrou o pregão também a R$ 1,77, alta de 0,72%. O euro comercial registrou queda de 1,68% para R$ 2,28.

Sinal de que as medidas adotadas pelo governo para conter o crescimento estão dando resultado, a China informou hoje que as vendas no varejo tiveram no mês passado um aumento de 17,9% sobre as de julho de 2009, abaixo dos 18,3% registrados em junho e do esperado (18,5%). A produção industrial cresceu 13,4% em julho na comparação com o mesmo mês do ano passado, desacelerando em relação aos 13,7% de junho. Já os investimentos em ativos fixos acumularam alta de 24,9% no ano, abaixo do consenso (25,3%) e da medição de junho (25,5%), enquanto novos empréstimos somaram 532,8 bilhões de yuans, abaixo do consenso (600 bilhões) e abaixo da medição anterior (603 bilhões).

No mercado global de moedas, o investidor preferiu vender euro para comprar iene, diante da pouca disposição mostrada pelo governo japonês em intervir na moeda local. O dólar também se beneficiou da decisão de venda da moeda única do bloco. Pela manhã, o euro chegou a cair 2,2% ante o dólar, maior queda porcentual desde dezembro de 2008. Perto das 16h40, o euro era cotado a US$ 1,2887, de US$ 1,3187 ontem no final da tarde em Nova York, enquanto o dólar caía para 85,29 ienes, de 85,35 ienes ontem em NY. O dólar chegou a cair para 84,72 ienes próximo às 8 horas (de Brasília). A última vez em que a moeda operou nesse nível foi em julho de 1995.

No mercado local, o Banco Central informou que adquiriu no mercado de câmbio, na primeira semana do mês, US$ 1,151 bilhão, com média diária de US$ 230,2 milhões. No acumulado do ano, o BC já comprou US$ 16,712 bilhões. Hoje, o leilão de compra foi realizado por volta das 15h20 e a taxa de corte das propostas foi fixada em R$ 1,7672.

O fluxo cambial na primeira semana de agosto foi positivo em US$ 1,791 bilhão. O fluxo comercial foi negativo em US$ 591 milhões, mas o fluxo financeiro foi positivo em US$ 2,382 bilhões. No acumulado do ano, o fluxo cambial é positivo em US$ 5,867 bilhões, volume que ficou pouco abaixo dos US$ 6,190 bilhões em igual período do ano passado.

Câmbio turismo

Nas operações de câmbio turismo, o dólar fechou com alta de 1,95% e foi negociado em média à R$ 1,883 na ponta de venda e a R$ 1,817 na compra. O euro turismo registrou avanço de 1,12% para R$ 2,43 (venda) e R$ 2,327 (compra).

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