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12/08/2010 - 17h38

Bovespa fecha com alta de 0,27%, na contramão de NY

São Paulo - Amparada por valorizações das ações da Vale e da Petrobras, a bolsa brasileira fechou em leve alta, driblando as perdas registradas pelas bolsas norte-americanas. Em Nova York, às preocupações com o ritmo de retomada da economia global, ampliadas nas últimas sessões, os investidores somaram a decepção com o aumento do número de trabalhadores norte-americanos que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego e saíram em busca de ativos vistos como mais seguros, como os títulos do Tesouro dos EUA e bônus governamentais da Alemanha (Bunds) e do Reino Unido (Gilts).

As preocupações com a recuperação da economia global assombram as sessões desde terça-feira, quando o Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) soltou comunicado de que "o ritmo da retomada econômica (dos EUA) deve ser mais modesto no curto prazo do que havia sido antecipado". Os temores foram ampliados ontem, com dados da China, que mostraram desaceleração da economia, e previsão do Banco da Inglaterra de expansão da economia do Reino Unido em um ritmo menor do que o previsto inicialmente, e hoje, com o anúncio de que em junho a produção da zona do euro caiu 0,1%.

Foi nesse contexto que a alta de 2 mil no número de pedidos de auxílio-desemprego, contrariando as previsões dos economistas ouvidos pela Dow Jones, que esperavam uma queda de 14 mil, foi vista como mais um indicador de fraqueza da economia norte-americana.

O Ibovespa subiu 0,27%, para 65.966,17 pontos. Na sessão, registrou mínima de 65.257,27 pontos, em queda de 0,81%, e máxima de 66.027,35 pontos, em alta de 0,36%. No mês perde 2,29% e no ano, -3,82%. O giro financeiro foi de R$ 5,093 bilhões. Os dados são preliminares.

Vale ON valorizou-se 0,85%, cotada a R$ 48,72, e Vale PNA, +0,80%, a R$ 42,72. No mês, Vale PNA sobe 0,12%. As ações sobem, apesar da desaceleração chinesa, porque, segundo analistas, o crescimento do país asiático ainda será vistoso e garantirá mercado ao minério de ferro da empresa.

Petrobras ON subiu 0,16%, para R$ 31,70, e a PN avançou 0,11%, para R$ 27,53. No mês a queda é de 0,43%. O desempenho da ação esteve sujeito às expectativas com o balanço que a estatal divulga amanhã; à queda de 2,92% do preço do barril de petróleo na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), para US$ 75,74; e à aprovação hoje em assembleia geral extraordinária de acionista de novas etapas do processo de capitalização da empresa, que deve ocorrer até setembro. Entre as decisões, a assembleia ratificou a contratação da empresa especializada PricewaterhouseCoopers Corporate Finance & Recovery Ltda. ("PwC") para elaboração de laudo de avaliação dos títulos que opcionalmente poderão ser utilizados pelos acionistas para integralizar as ações que vierem a subscrever no âmbito de oferta pública de distribuição primária de papéis da companhia.

Em Nova York, o Dow Jones fechou em queda de 0,57%, aos 10.319,95 pontos; o Nasdaq recuou 0,83%, para 2.190,27 pontos; e o S&P500 baixou 0,54%, para 1.083,61 pontos. Os dados são preliminares.

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