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12/08/2010 - 17h16

Dividido entre fluxo e exterior, dólar fecha a R$ 1,77

São Paulo - A pressão de novas notícias do exterior mostrando a fragilidade da recuperação econômica global levou o mercado doméstico de câmbio a um desmonte de posições vendidas, mas a perspectiva de que o fluxo continue positivo fez com que, no final, o dólar ficasse no zero a zero. De qualquer forma, os operadores acreditam que hoje a alta do dólar frente a outras moedas tenha sido um movimento imediatista porque, caso os Estados Unidos tenham que sucumbir à adoção de outras medidas de estímulo à economia, entendem que o dólar tende a se depreciar em todo o mundo.

O dólar comercial fechou estável hoje nas negociações no mercado interbancário de câmbio a R$ 1,77. No mês, a moeda registra alta de 0,85% e no ano, ganho de 1,55%. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros, o dólar negociado à vista encerrou o pregão também a R$ 1,7692, queda de 0,05%. O euro comercial registrou queda de 0,39% para R$ 2,271.

Nos Estados Unidos, o número de trabalhadores que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego subiu 2 mil na semana até 7 de agosto, após ajustes sazonais, para 484 mil solicitações - o nível mais alto desde a semana encerrada no dia 20 de fevereiro deste ano.

Os dados se somaram à redução no ritmo de crescimento da economia chinesa vista ontem e à queda na produção industrial da zona do euro divulgada hoje. No bloco europeu, a produção industrial recuou 0,1% em junho sobre maio, enquanto a expectativa era de alta de 0,5%. Anualmente, houve alta de 8,2%, ao passo que o consenso era de avanço de 9,1%, segundo a Dow Jones.

Perto das 16h40, o dólar subia ante a divisa japonesa, para 85,91 ienes, dos 85,37 ienes ontem no final da tarde em Nova York. A moeda do Japão caiu com força hoje diante dos comentários do governo de que irá acompanhar de perto a forte apreciação recente do iene, que prejudica as exportações da nação asiática. O euro, por sua vez, caía para US$ 1,2824, dos US$ 1,2882 ontem em Nova York.

No mercado local, a alta do dólar continua a encontrar limitador na perspectiva de fluxo de recursos ao País. O Banco Central decidiu fazer de manhã o leilão de compra no mercado à vista que tem feito diariamente desde 8 de maio de 2009. Para um operador, a decisão pelo horário pode estar ligada a algum fluxo de entrada que o BC soubesse e, por isso, a autoridade monetária decidiu se antecipar no enxugamento da liquidez. O leilão aconteceu por volta das 12h45 e a taxa de corte das propostas foi fixada em R$ 1,7697.

Em encontro com a imprensa para apresentar o relatório de gestão das reservas internacionais, o diretor de política monetária do Banco Central, Aldo Mendes, afirmou que o BC vai manter a política de acumular reservas para adequar a liquidez, por isso, deve seguir comprando no mercado spot (à vista). Sobre a possibilidade de o Banco Central voltar a ofertar contratos de swap cambial reverso, Aldo disse que ainda não há uma decisão tomada.

Câmbio turismo

Nas operações de câmbio turismo, o dólar fechou com alta de 0,37% e foi negociado em média à R$ 1,89 na ponta de venda e a R$ 1,743 na compra. O euro turismo registrou queda de 0,82% para R$ 2,417 (venda) e R$ 2,23 (compra).

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