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12/08/2010 - 17h40

Polícia do PR procura mulher que raptou bebê de hospital

Curitiba - A polícia paranaense está mobilizada desde a noite de ontem para encontrar uma mulher que raptou um bebê do sexo masculino recém-nascido no Hospital da Providência, em Apucarana (PR). A polícia ouviu testemunhas que descreveram a mulher como aparentando 30 anos, de baixa estatura, gorda, pele morena e cabelos lisos escuros na altura dos ombros.

Uma das testemunhas disse ter visto alguém com essa descrição em companhia de um homem, outra mulher e um bebê, em um veículo preto com placa de Ponta Grossa. Imagens de praças de pedágio foram requisitadas pela polícia.

A mulher teria entrado no hospital, provavelmente no horário de troca de acompanhantes, entre as 19 horas e 20 horas. O local tem duas entradas, uma das quais fica fechada a chave, mantida com o recepcionista. Segundo uma das assistentes sociais do hospital, nenhum dos funcionários viu alguém saindo com a criança. Não há câmeras de vídeo para registrar a movimentação na entrada do estabelecimento.

As testemunhas declararam à polícia que a mulher, vestida com roupa branca, apresentou-se no quarto como enfermeira. Há no local quatro leitos, todos ocupados no momento. Havia ainda outras três acompanhantes, entre elas a avó do bebê raptado. Segundo a madrinha da criança, que nasceu às 18h20, Priscila Vilas Boas, a falsa enfermeira pediu a uma mãe que lhe desse o bebê para fazer o teste do pezinho e saiu do quarto. Como estava demorando, a tia foi atrás e encontrou a mulher, que falou que a criança estava em outro quarto, onde realmente a encontrou, mas desenrolada do cobertor.

Novamente no quarto, a falsa enfermeira pediu outra criança, mas a mãe não deixou levá-la e disse que estava na hora de amamentá-la. Por fim, pediu o bebê raptado, que foi entregue pela avó por volta de 20 horas. Cerca de uma hora depois, como a mulher não retornava e nem o bebê tinha sido encontrado, as outras enfermeiras foram alertadas e disseram que o procedimento não era realizado naquele horário. A polícia foi comunicada imediatamente.

"Foi um choque", disse o pai do bebê, Lincoln Henriques. "Acompanhando o sofrimento da esposa na hora do parto, é triste chegar aqui e teu filho não estar mais", acrescentou. O casal tem outra filha, de cinco anos. Uma equipe do Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride) deslocou-se de Curitiba para Apucarana. A polícia também investiga se houve negligência por parte do hospital ou de algum de seus funcionários.

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