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13/08/2010 - 10h21

Bovespa sobe à espera de dados da Petrobras

São Paulo - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu o dia próxima da estabilidade e passou a subir, em uma sessão que será marcada pela espera pelo balanço da Petrobras e pelos dados de inflação dos Estados Unidos. Hoje, os novos indicadores econômicos norte-americanos vieram dentro do previsto e foram insuficientes para retirar os mercados internacionais do vermelho. Às 10h17 (horário de Brasília), o índice Bovespa registrava alta de 0,48%, aos 66.280 pontos.

No entanto, a proximidade do exercício de opções sobre ações, na segunda-feira, pode descolar um pouco o comportamento da Bovespa do exterior. A opção é um contrato que confere ao portador o direito de compra ou venda de um ativo a um preço predeterminado. O vencimento de opções é a data de validade desses contratos. A partir do dia seguinte, o detentor da opção não pode mais exercê-la. Por isso, no dia de vencimento das opções e nos dias imediatamente anteriores, o movimento da Bolsa pode sofrer distorções, com os investidores atuando de forma tal que os preços das ações se aproximem daqueles valores que mais os favorecem quando a opção for exercida.

Nesta manhã, o governo dos EUA informou que as vendas no varejo cresceram 0,4% em julho, como era previsto. O aumento de 0,3% do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) no mês passado também ficou dentro do esperado, assim como a alta de 0,1% do núcleo do indicador. Em relação a julho do ano passado, o CPI avançou 1,2% e seu núcleo subiu 0,9%. Na Europa, surpreendeu positivamente o aumento de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro no segundo trimestre de 2010, em relação ao primeiro trimestre. Esta foi a maior alta trimestral da economia da região dos 16 países que utilizam o euro como moeda em quatro anos.

A disputa entre comprados e vendidos nos contratos de opções deve garantir movimentação adicional para as ações de Petrobras e da Vale. Além das apostas para o exercício dos derivativos, as expectativas para a divulgação do balanço da estatal petrolífera podem deixar os investidores em compasso de espera. Segundo a média das estimativas dos analistas, a companhia deve anunciar um lucro líquido de R$ 7,901 bilhões no trimestre passado, com leve alta nas comparações trimestral e anual. No entanto, o principal destaque do balanço a ser anunciado hoje, após o fechamento do pregão, não está relacionado ao lucro da empresa. A maior expectativa dos analistas gira em torno do nível de alavancagem da companhia e do processo de capitalização.

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