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13/08/2010 - 17h04

Dólar sobe 0,11% e fecha a R$ 1,772

São Paulo - O mercado doméstico de câmbio atingiu um nível histórico de baixa volatilidade, segundo os operadores, e as chances de alguma mudança antes de setembro - data prevista para a capitalização da Petrobras - são remotas. De um lado há muita posição de exportador sendo mantida lá fora, do outro os bancos estão muito vendidos (aposta pró-real) no mercado à vista e, na ponta, o Banco Central atua diariamente. Por isso, em um dia como hoje, em que as preocupações com a economia global fortaleceram o dólar frente a outras moedas, o que se viu no mercado interno foi mais um dia de alta limitada da moeda americana ante o real - na semana, o dólar só caiu em um dia.

O dólar comercial fechou com alta de 0,11% hoje nas negociações no mercado interbancário de câmbio a R$ 1,772. No mês, a moeda registra alta de 0,97% e no ano, ganho de 1,66%. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros, o dólar negociado à vista encerrou o pregão a R$ 1,7723, alta de 0,18%. O euro comercial registrou queda de 0,48% para R$ 2,26.

Na Europa, os dados surpreendentes do PIB da zona do euro foram neutralizados por outros sinais preocupantes, como a fraca demanda por uma venda de bônus da Itália e a informação de que bancos espanhóis tomaram empréstimos junto ao BCE em julho. O resultado foi a queda acentuada do euro, que mais cedo atingiu o mais baixo patamar ante o dólar desde 22 julho (US$ 1,2752). Perto das 16h40, a moeda era negociada a US$ 1,2754, de US$ 1,2833 ontem no final da tarde em Nova York.

A divisa americana também ganhou valor ante o iene diante da notícia de que o Primeiro Ministro do Japão Naoto Kan e o presidente do Banco Central do país Masaaki Shirakawa podem se encontrar na próxima semana para discutir a recente apreciação do iene e a forma de lidar com ela. O governo japonês não intervém no iene desde 2004. Há pouco, o dólar subia para 86,28 ienes, de 85,90 ienes ontem em NY.

De volta ao mercado local, os operadores continuam na expectativa por um fluxo grande de recursos não só da operação da Petrobras como de outras captações externas e ofertas de ações. Além disso, quando o dólar ameaça apreciar, o exportador vende e, por isso, a moeda segue em passos curtos. Hoje o Banco Central realizou leilão para compra no mercado à vista por volta de 15h25 e fixou a taxa de corte das propostas em R$ 1,7696.

Câmbio turismo

Nas operações de câmbio turismo, o dólar fechou com queda de 0,69% e foi negociado em média à R$ 1,877 na ponta de venda e a R$ 1,767 na compra. O euro turismo registrou alta de 0,95% para R$ 2,44 (venda) e R$ 2,253 (compra).

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