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16/08/2010 - 17h37

Bolsa ignora desânimo em NY e fecha em alta de 0,66%

São Paulo - A Bovespa ignorou dados econômicos desanimadores no exterior e a fraqueza das Bolsas em Nova York e fechou em alta, apoiada sobretudo no bom desempenho das ações da Vale, que foram destaques do exercício de opções sobre ações hoje. Além de Vale, os papéis de construtoras ajudaram o Ibovespa, com PDG Realty (que apresenta seu balanço após o fechamento dos negócios), Cyrela, Gafisa e MRV mostrando valorizações acima do índice.

Com isso, a Bovespa conseguiu superar o desalento vindo do exterior, a começar pelo fraco crescimento japonês. O PIB do Japão cresceu apenas 0,4% no segundo trimestre em relação a igual período de 2009, muito pior do que o estimado por economistas, de +2,3%. Com isso, Japão perdeu para a China a posição de segunda maior economia do mundo.

Além disso, nos EUA indicadores abaixo do esperado desanimaram os investidores, o que deixou as bolsas em Nova York indecisas, oscilando entre os campos negativo e positivo, perto da estabilidade. O índice Empire State de atividade industrial do Federal Reserve (Fed, banco central americano) de Nova York mostrou leve melhora em relação a junho, subindo para 7,10 em julho, mas ficou abaixo da leitura esperada por economistas, de 8,5. Já o índice de sentimento de confiança das construtoras norte-americanas caiu para 13 pontos em agosto, de 14 em julho, quando a média das projeções dos analistas era de 15 pontos.

O Ibovespa subiu 0,66%, fechando com 66.701,89 pontos. Ao longo da sessão, registrou a mínima de 66.186,95 pontos, em queda de 0,12%, e a máxima de 66.867,71 pontos, em alta de 0,91%. No mês, ainda perde 1,20%; no ano, desvaloriza-se 2,75%. O giro financeiro somou R$ 8,789 bilhões, dos quais R$ 3,699 bilhões referentes ao exercício de contratos de opções sobre ações. Os dados são preliminares.

Vale ON fechou em alta de 1,31%, a R$ 49,44, e PNA, com valorização de 1,14%, a R$ 43,38.

Já a Petrobras ficou ofuscada na sessão, com o papel ON fechando em queda de 0,22% e o PN, de 0,18%. Apesar de o presidente da empresa, José Sérgio Gabrielli, ter confirmado hoje que a capitalização da empresa vai realmente acontecer em setembro, o mercado permaneceu na expectativa de outras definições do processo. Além disso, embora a empresa tenha divulgado na sexta-feira lucro líquido de R$ 8,295 bilhões no segundo trimestre, acima das projeções de R$ 7,9 bilhões, os investidores se ressentiram com o aumento do índice de alavancagem líquida da estatal, que fechou o trimestre passado em 34%, apenas um ponto porcentual abaixo do índice considerado ideal tanto pela direção da empresa quanto por agências de classificação de risco.

Entre as construtoras, a PDG Realty, que informa seus resultados no segundo trimestre após o fechamento hoje, viu o papel ON subir 1,77%; Cyrela ON, +3,60% (segunda maior alta entre as ações do Ibovespa); Gafisa ON, +1,00%; MRV ON, +0,84%.

Em Nova York, o Dow Jones teve pequena queda 0,01% (quinta sessão seguida de perdas), para 10.302,01 pontos; o Nasdaq valorizou-se 0,39%, aos 2.181,87 pontos; e o S&P500 leve alta de 0,01%, para 1.079,38 pontos. Os dados são preliminares.

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