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16/08/2010 - 10h39

Bolsas de NY abrem em queda após PIB do Japão

Nova York - As bolsas novaiorquinas abriram a segunda-feira em queda, na esteira da cautela que tomou conta dos mercados internacionais após a divulgação do indigesto PIB japonês, mais um sinal de desaceleração mundial no horizonte. Nos EUA, os sinais dados pela atividade industrial do Federal Reserve (Fed, banco central americano) de Nova York mostram ao menos alguma melhora na recuperação, mas com força inferior a esperada.

Às 10h34 (de Brasília), o Dow Jones caia 0,63% aos 10.238,67 pontos, o Nasdaq cedia 0,58% para 2.160,70 e o S&P 500 tinha queda de 0,69% aos 1.071,82 pontos. A maior aversão ao risco leva à busca por segurança no ouro. Os contratos da commodity para dezembro subiam US$ 11,4 para 1.228,00 a onça-troy na Comex.

O índice Empire State de atividade industrial do Fed de Nova York mostrou hoje leve melhora em relação a junho, mas ficou abaixo do esperado por economistas. O índice subiu para 7,10 em agosto, de 5,08 em julho, enquanto os economistas ouvidos pela Dow Jones estimavam o índice em 8,5.

Para o economista-chefe da consultoria Maria Fiorini Ramirez, Joshua Shapiro, um fator importante a se observar daqui em diante será se a demanda irá melhorar o suficiente para manter o ímpeto de alta ou se o "momentum" irá embora assim que os estoques se estabilizarem. "Cremos que os ventos vindos do lado dos gastos do consumidor continuam muito incertos para esperarmos uma ajuda substancial deste front por algum tempo". O Empire State é considerado um precursor do índice do Fed da Filadélfia, que sai na quinta-feira.

Do outro lado do mundo, depois de dados que mostraram desaceleração no ritmo de crescimento da China, na semana passada, hoje foi a vez do Japão mostrar fraqueza. A China ultrapassou o Japão como segunda maior economia mundial. O PIB nominal do Japão caiu no segundo trimestre para US$ 1,288 trilhão ante US$ 1,337 trilhão da China no mesmo trimestre.

No frigir dos ovos, o que o investidor percebe é que a falta de vigor na recuperação está em todo lugar, nas Américas, Europa e Ásia. Hoje, o membro do Conselho de Governadores do Banco Central Europeu (BCE) e presidente do banco central da Irlanda, Patrick Honohan, disse que por causa do sinais de enfraquecimento em alguns mercados de títulos governamentais da zona do euro, o BCE pode adiar a saída da política anticrise.

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