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16/08/2010 - 18h30

CVM analisa nove pedidos para ofertas de ações

Rio - A presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Maria Helena Santana, afirmou hoje que há na autarquia nove pedidos em análise para ofertas de ações. Neste ano, já houve oito aberturas de capital, contra um total de cinco no ano passado. Segundo Maria Helena, os números mostram uma recuperação do movimento de ofertas iniciais públicas de ações (IPO, na sigla em inglês) após dois anos de um período de seca (2008 e 2009) provocado pela crise internacional.

Os investidores, porém, ficaram mais avessos a riscos, preferindo ofertas de grandes empresas, destaca a presidente da CVM. "O investidor tem preferido companhias grandes com medo da performance de empresas um pouco menores", afirmou durante palestra na Câmara Britânica de Comércio e Indústria no Brasil (Britcham), no centro do Rio de Janeiro.

Em 2007, pico do movimento de IPOs, foram registradas 58 ofertas iniciais, enquanto em 2008 foram realizadas apenas quatro e, em 2009, cinco. "Não devemos voltar a verificar nos próximos anos o padrão de 2007, pois foi um comportamento muito de bolha", disse.

Maria Helena também disse acreditar que o mercado acionário brasileiro ainda pode ser considerado barato, se comparado com o indicador de preço sobre lucro de mercados como México (16,90), China (18,31) e Índia (19,95). O Brasil ficou com o indicador em 14,72. Todos os dados são referentes a maio. "Ainda há espaço (para crescimento), o Brasil ainda pode ser considerado barato", afirmou.

Entre 2005 e 2010, o número de empresas com capital na bolsa de valores cresceu de 343 para 374, uma alta considerada por Maria Helena como modesta e que reflete uma reciclagem de companhias no mercado acionário. Segundo a presidente da CVM, muitas empresas saíram do mercado por não terem resistido a um ambiente de maior concorrência e maior transparência após a abertura da economia. "Muitas empresas vieram ao mercado por motivos errados, ainda temos um certo número de empresas assim, que entraram não para ter sócios, mas para ter incentivos fiscais, na época em que isso era o tipo de incentivo assegurado aqui."

Maria Helena afirmou que a CVM continuará trabalhando para aumentar a regulação do mercado, já que, lembra, a última crise internacional mostrou que a autorregulação pode se mostrar falha, especialmente em relação às experiências de mercados como o americano e o britânico. No caso do Brasil, ela avalia que regras conservadoras ajudaram a tornar o mercado mais resistente e a impedir o crescimento de riscos. "Estacionar, parar, não é uma opção", afirmou.

Entre ações recentes destacadas por ela está a exigência de um detalhamento maior da exposição de empresas ao mercado de derivativos. A exigência poderia, por exemplo, ter prevenido o prejuízo de US$ 2,1 bilhões sofrido pela Aracruz em 2008, um caso emblemático no mercado e que levou à investigação dos administradores da empresa por parte da CVM. "A exigência ajuda a prevenir que conselhos de administração não tenham noção clara dos riscos que estão correndo", disse, sem citar a empresa.

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