UOL Notícias Notícias
 
16/08/2010 - 17h00

Dólar fecha a R$ 1,757 com Petrobras e temor externo

São Paulo - O Japão acrescentou pimenta às preocupações com a recuperação econômica global nesta segunda-feira e, como os Estados Unidos trouxeram mais indicadores decepcionantes, os temores pesaram sobre o dólar, que caiu frente ao real, o euro e o iene. No mercado local, a proximidade da capitalização da Petrobras, no próximo mês, dissipa o medo dos que estão vendidos (aposta pró-real) e o desmonte de posições visto na semana passada foi interrompido.

O dólar comercial fechou com queda de 0,85% hoje nas negociações no mercado interbancário de câmbio a R$ 1,757. No mês, a moeda registra alta de 0,11% e no ano, ganho de 0,80%. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros, o dólar negociado à vista encerrou o pregão também a R$ 1,757, recuo de 0,86%. O euro comercial registrou queda de 0,40% para R$ 2,25.

O crescimento econômico do Japão desacelerou fortemente no segundo trimestre, ficando bem abaixo das expectativas. A estagnação do consumo e a queda das exportações pesaram sobre uma economia já embaraçada pela deflação e pela valorização do iene, limitando o Produto Interno Bruto (PIB) a um crescimento de apenas 0,4% no trimestre, em relação ao mesmo período do ano passado. Foi o menor crescimento em três trimestres. Em relação ao trimestre anterior, o PIB japonês cresceu 0,1%, depois de um aumento trimestral revisado de 1,1% nos primeiros três meses do ano.

Enquanto isso, nos Estados Unidos, dois indicadores também desapontaram as projeções dos analistas nesta segunda-feira. O índice de sentimento de confiança das construtoras norte-americanas caiu para 13 pontos em agosto, de 14 em julho. A leitura é mais baixa desde março de 2009. O índice mensal da NAHB não atinge 50 pontos em mais de três anos, e recuou para 8 pontos em janeiro de 2009. Já o índice Empire State de atividade industrial do Federal Reserve (Fed, banco central americano) de Nova York subiu para 7,10 em agosto, de 5,08 em julho. O euro subia há pouco para US$ 1,2817, de US$ 1,2757 sexta à tarde em Nova York, enquanto o dólar caía para 85,34 ienes, de 86,28 ienes sexta em NY.

No mercado local, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, confirmou que o lançamento das ações da estatal vai realmente acontecer em setembro, dissipando temores sobre um possível atraso no processo, já aventado na mídia. "Não vamos adiar, não tem por que", disse ele em rápida entrevista. Além disso, até o final desta semana governo e Petrobras esperam definir o preço do barril que servirá de base para a cessão onerosa prevista no processo de capitalização.

Ainda no mercado doméstico, o Banco Central deixou para os minutos finais do pregão o leilão de compra no mercado à vista que faz diariamente desde maio do ano passado. O leilão aconteceu por volta das 16h e a taxa de corte das propostas foi fixada em R$ 1,7573.

Câmbio turismo

Nas operações de câmbio turismo, o dólar fechou com queda de 1,97% e foi negociado em média à R$ 1,84 na ponta de venda e a R$ 1,74 na compra. O euro turismo registrou perda de 2,75% para R$ 2,373 (venda) e R$ 2,243 (compra).

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    0,12
    3,283
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h21

    -0,05
    63.226,79
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host