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16/08/2010 - 19h52

FGTS Petrobras faz 10 anos com rentabilidade de 850%

São Paulo - Os Fundos Mútuos de Privatização Caixa FMP-FGTS Petrobras completam amanhã dez anos com uma rentabilidade acumulada de mais de 850%, já deduzidos a taxa de administração e demais custos, excetuando-se os impostos. Segundo a Caixa Econômica Federal, hoje existem na instituição cerca de 50 mil investidores nos FMP-FGTS Petrobras.

Somados, os fundos FMP-FGTS Petro II, III e IV possuíam, em 30 de julho, um patrimônio líquido de cerca R$ 2,7 bilhões. O Petro II é o único que continua aberto, mas somente para cotistas do FGTS que quiserem transferir os recursos provenientes de outros Fundos FMP-FGTS e de Clubes de Investimento-FGTS, informa a Caixa.

Em dez anos, o FMP Petro II teve rentabilidade de 850,22%, o FMP Petro III, +873,42% e o FMP Petro IV, +896,70%.

Em agosto de 2000, o governo permitiu que os trabalhadores aplicassem até 50% do saldo de suas contas vinculadas do FGTS na compra das ações da Petrobras, que integrava o Programa Nacional de Desestatização. Mais de 310 mil cotistas do FGTS aderiram à primeira operação de pulverização do mercado acionário. De acordo com a Caixa, aproximadamente 200 mil investidores escolheram os fundos mútuos administrados pelo banco, aplicando mais de R$ 800 milhões em valores da época.

O preço da ação na oferta pública foi de R$ 43,07, mas os cotistas do FGTS tiveram um desconto de 20%, pagando R$ 34,46 pelo papel. Conforme a Caixa, esse desconto concedido na aquisição via leilão explica, em parte, a maior rentabilidade dos Fundos FMP Petrobras em relação à ação Petrobras ON (rentabilidade de 351,55% em dez anos). Outros fatores, explica a instituição, são a incorporação pelos fundos dos juros sobre capital próprio e dos dividendos distribuídos pela Petrobras.

"Como primeira experiência dos trabalhadores em pulverização de investimento em renda variável, foi uma experiência muito bem-sucedida", afirmou, em nota, o superintendente nacional de Gestão de Ativos de Terceiros da Caixa, Marcelo de Jesus. "O brasileiro, culturalmente, não tinha experiência de fazer investimento nesse segmento. Essa oportunidade aberta em 2000 demonstrou ter sido uma boa alternativa na diversificação da aplicação do dinheiro do trabalhador", disse.

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