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17/08/2010 - 17h16

Dólar cai pelo segundo dia seguido e fecha a R$ 1,754

São Paulo - O dólar comercial fechou em baixa pelo segundo dia seguido, negociado a R$ 1,754 no mercado interbancário de câmbio, recuo de 0,17% no dia. No mês, a moeda registra leve queda de 0,06% e no ano acumula ganho de 0,63%. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros, o dólar negociado à vista encerrou o pregão a R$ 1,755, recuo de 0,11%. O euro comercial registrou alta de 0,36% para R$ 2,259.

A surpresa positiva em alguns dados da economia americana, aliada a bons desempenhos corporativos, levaram o dólar a uma alta modesta frente ao iene, diante da redução da aversão ao risco e da consequente venda de ativos seguros. O euro, entretanto, viveu um dia de altas por conta da forte demanda por títulos da Espanha e da Irlanda oferecidos em leilão, apesar da decepção com o índice Zew da Alemanha. O entusiasmo visto nas bolsas do exterior - todas com altas superiores a 1% - também contribuiu para a queda do dólar ante o real, mas o limite psicológico de R$ 1,75 foi respeitado.

Nos EUA, o número de obras de imóveis residenciais iniciadas aumentou 1,7% em julho, alta que superou a previsão dos economistas, que era de +0,2%. Afastando o temor de deflação, o índice de preços ao produtor (PPI) subiu pela primeira vez em quatro meses em julho, avançando 0,2% em termos sazonalmente ajustados em julho frente ao junho, primeira alta desde março. Perto das 16h40, o dólar subia para 85,48 ienes, de 85,30 ienes ontem no final da tarde em Nova York, enquanto o euro avançava para US$ 1,2883, de US$ 1,2818 ontem.

"O mercado doméstico de câmbio segue a euforia internacional, mas o movimento por aqui é mais discreto", disse Felipe Brandão, operador para mercados emergentes da Icap Brasil. Ele acredita, entretanto, que o piso de R$ 1,75 pode ser rompido a qualquer momento, já que parece cada vez mais distante a possibilidade de que o Banco Central adote alguma medida nova - como a volta do swap cambial reverso - para intervir no desempenho do câmbio. A possibilidade foi levantada pelo próprio BC, em 23 de julho, na forma de consulta de demanda às mesas de operação após o fechamento. Mas desde então, nada aconteceu.

Brandão também acredita que a movimentação mais contida no câmbio doméstico hoje possa estar relacionada às declarações de Henrique Meirelles, presidente do BC, ontem em um evento em Belo Horizonte, quando a interpretação do mercado foi de que o ciclo de alta da taxa Selic já se encerrou. "A correlação com os juros (nos processos de arbitragem) ajuda a conter o câmbio", disse.

Por outro lado, a entrada de capital de curto prazo "está bem forte", segundo Brandão, e deve ganhar mais musculatura no próximo mês, com a capitalização da Petrobras, processo que poderá ser um dos maiores do mundo. O Banco Central manteve a prática do leilão diário de compra de moedas no mercado à vista, mas decidiu fazer sua intervenção hoje no período matutino, por volta das 12h10, fixando a taxa de corte das propostas em R$ 1,7515.

Câmbio turismo

Nas operações de câmbio turismo, o dólar fechou com alta de 0,71% e foi negociado em média à R$ 1,853 na ponta de venda e a R$ 1,753 na compra. O euro turismo registrou ganho de 0,17% para R$ 2,377 (venda) e R$ 2,227 (compra).

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