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18/08/2010 - 17h00

Dólar cai pelo terceiro dia seguido e fecha a R$ 1,753

São Paulo - O dólar chegou a romper, momentaneamente nesta quarta-feira, o piso psicológico de R$ 1,75 ao qual está atrelado há dias, mas não sustentou a queda e, ainda que em baixa ante a divisa brasileira, retornou ao patamar. Sem nenhuma notícia ruim no exterior, a moeda norte-americana marcou sua terceira queda consecutiva ante o real, em um dia de agenda esvaziada e volume mais fraco.

O dólar comercial fechou negociado a R$ 1,753 hoje no mercado interbancário de câmbio, recuo de 0,06% no dia. No mês, a moeda registra leve queda de 0,11% e no ano acumula ganho de 0,57%. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros, o dólar negociado à vista encerrou o pregão a R$ 1,7531, recuo de 0,11%. O euro comercial registrou queda de 0,27% para R$ 2,253.

No mercado doméstico, o fluxo cambial divulgado pelo Banco Central não surpreendeu os profissionais. O fluxo de dólares continuou positivo na segunda semana de agosto, em US$ 571 milhões. No acumulado do mês até o dia 13, o saldo é positivo em US$ 2,362 bilhões. O movimento de ingresso de dólares continua sendo liderado pelo segmento financeiro. Por essa via, o Brasil recebeu US$ 267 milhões na semana passada, fruto de entradas de US$ 4,770 bilhões e saídas de US$ 4,504 bilhões. Pela conta comercial, o saldo das exportações e importações trouxe US$ 305 milhões para o País na semana passada.

Os dados também mostraram que o Banco Central passou a comprar de forma mais intensa no mercado à vista na semana passada. A compra diária de dólares realizada pelo Banco Central aumentou as reservas internacionais em US$ 1,223 bilhão entre os dias 9 e 13 de agosto. Na média, os leilões realizados pela autoridade monetária elevaram diariamente as reservas em US$ 245 milhões - a maior média do ano de 2010. Em julho, por exemplo, a compra diária foi de US$ 68 milhões. Antes, a cifra era de US$ 91 milhões em junho e de US$ 199 milhões em maio. Hoje, o BC realizou leilão por volta de 15h30 e fixou a taxa de corte das propostas em R$ 1,7520.

O euro, que superou US$ 1,29 com a boa demanda nos leilões de dívida do governo de Portugal e da Alemanha, não conseguiu manter o avanço. Os investidores ainda se preocupam com Grécia, o epicentro original da crise da dívida soberana da Europa, disse Win Thin, estrategista de câmbio da Brown Brother Harriman à Dow Jones. O custo de assegurar a dívida do governo da Grécia contra um eventual default continua elevado, disse Thin. Isso limita o potencial de alta do euro, acrescentou. Perto das 16h40, a moeda única do bloco era negociada a US$ 1,2862, de US$ 1,2879 ontem no final da tarde em Nova York. Já o dólar valia 85,46 ienes, de 85,50 ienes ontem em NY.

Câmbio turismo

Nas operações de câmbio turismo, o dólar fechou com alta de 0,54% e foi negociado em média à R$ 1,863 na ponta de venda e a R$ 1,733 na compra. O euro turismo registrou ganho de 0,25% para R$ 2,383 (venda) e R$ 2,247 (compra).

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