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19/08/2010 - 17h04

Após três dias de queda, dólar sobe e fecha a R$ 1,756

São Paulo - A possibilidade de adiamento da capitalização da Petrobras, aliada a dados negativos sobre a economia americana, conseguiu tirar o dólar do patamar de R$ 1,75 dos últimos pregões em boa parte da sessão de hoje, mas a apreciação foi considerada "comportada", já que internamente a divisa não encontra muito espaço para subir, e no final do dia a moeda retornou ao mesmo R$ 1,75, ainda que em alta, depois de três quedas consecutivas.

O dólar comercial fechou negociado a R$ 1,756 hoje no mercado interbancário de câmbio, alta de 0,17% no dia. No mês, a moeda registra leve ganho de 0,06% e no ano acumula alta de 0,75%. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros, o dólar negociado à vista encerrou o pregão a R$ 1,7597, alta de 0,38%. O euro comercial registrou leve queda de 0,04% para R$ 2,252.

A nova leva de dados decepcionantes sobre a economia americana disparou a fuga para a qualidade e o dólar chegou a se aproximar da mais baixa cotação ante o iene em 15 anos - que foi de 84,72 - quando bateu em 84,89 ienes, mas a alta da divisa japonesa ante o dólar foi contida, já que crescem as apostas de que o governo tenha de intervir para conter a valorização do iene como medida de estímulo à exportação. Perto das 16h40, o dólar caía para 85,35 ienes, de 85,43 ienes ontem à tarde em Nova York. Já o euro era negociado a US$ 1,2824, dos US$ 1,2860 registrados no final da tarde de ontem em Nova York.

Nos EUA, o número de trabalhadores que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego subiu 12 mil na semana até 14 de agosto, após ajustes sazonais, para 500 mil solicitações - o nível mais alto desde a semana encerrada no dia 14 de novembro de 2009. Além disso, o índice de atividade industrial do Fed (Federal Reserve, banco central) da Filadélfia despencou para -7,7 em agosto, de 5,1 em julho. E o índice de indicadores antecedentes subiu 0,1% em julho, segundo o Conference Board.

Como notou Huang Kuo Seen, gestor de carteiras da Grau Gestão de Ativos, as notícias do início da semana davam conta de que a data de até 30 de setembro seria mantida para a capitalização da Petrobras. Mas o vazamento dos valores envolvidos para os barris que serão usados no processo de cessão onerosa, mostrando a divergência entre União e a estatal, trouxe a possibilidade de que a capitalização fique para 2011, já que este é um ano de eleições e não faria sentido começar um processo desse tipo em novembro ou dezembro. "Hoje o mercado já precifica que pode não acontecer este ano", avalia.

No mercado local, a ANP deve receber hoje da consultoria contratada Gaffney, Cline & Associates (GCA) laudo que estima o valor do barril de petróleo a ser utilizado na cessão onerosa da União para a Petrobras no processo de capitalização da estatal. O mercado acredita que se o preço indicado for entre US$ 10 e US$ 12 o barril, como aventado em matérias dos últimos dias, vai ficar mais difícil concluir a capitalização este ano. Ainda internamente, o Banco Central realizou leilão para compra de dólares até 15h51 e fixou a taxa de corte em R$ 1,7606.

Câmbio turismo

Nas operações de câmbio turismo, o dólar fechou com queda de 0,70% e foi negociado em média à R$ 1,85 na ponta de venda e a R$ 1,743 na compra. O euro turismo registrou estabilidade a R$ 2,383 (venda) e R$ 2,22 (compra).

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