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19/08/2010 - 10h24

Bovespa abre em baixa, de olho na Petrobras

São Paulo - O embate entre a Petrobras e o governo federal para a formação do preço do barril de petróleo a ser cedido onerosamente pela União à estatal deve elevar a pressão sobre as ações da companhia, com força para agitar os negócios na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Além das indefinições sobre essa etapa no processo de capitalização da Petrobras, o governo já admite a possibilidade de adiar a operação novamente, desta vez para depois das eleições. O comportamento dos mercados no exterior também será observado. O aumento inesperado nos pedidos semanais de auxílio-desemprego feitos nos EUA inverteu o sinal positivo dos mercados internacionais. No Brasil, às 10h20 (horário de Brasília), o índice Bovespa (Ibovespa) recuava 0,12%, aos 67.559 pontos.

Fontes informaram à Agência Estado que o laudo que a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) receberá hoje estima o valor do barril de petróleo da área de Franco, no pré-sal da Bacia de Santos, entre US$ 10 e US$ 12. O valor está acima da previsão consensual do mercado, de US$ 5 a US$ 6. Se confirmado, o valor máximo estimado pela consultoria Gaffney, Cline & Associates (GCA), contratada pela ANP para avaliar a área que será repassada pelo governo à Petrobras, estaria bastante distante do que deverá constar do laudo da De Golyer and Mac Naughton, contratada pela Petrobras, para avaliar a mesma área.

Duas alternativas estão agora em pauta. A primeira é adiar a capitalização da Petrobras para depois das eleições ou até que se encontre um consenso sobre o preço do barril a ser cedido de forma onerosa. Se a capitalização for adiada, será a segunda vez que isso ocorre. Inicialmente, a operação estava prevista para julho. Caso o cronograma seja mantido, com a operação ocorrendo até o dia 30 de setembro, o valor do barril deve chegar a um meio termo - entre US$ 8 e US$ 9.

O operador da UM Investimentos, Paulo Hegg, comenta que o noticiário sobre a Petrobras é negativo e as ações têm espaço para ceder ainda mais hoje, mesmo depois de terem sido penalizadas nos últimos meses por causa das incertezas sobre a capitalização. "A operação terá de ser muito maior do que vinha sendo estimado pelo mercado e não se sabe se terá liquidez suficiente", avalia.

Para o economista da da Legan Asset, Fausto Gouveia, o adiamento da capitalização até mesmo para o ano que vem deve permitir que as ações da Petrobras voltem a respirar, adiando os efeitos negativos sobre os papéis para o médio prazo. "Se ficar para o ano que vem, tira-se a pressão da diluição dos acionistas e os riscos de a estatal perder o rating (classificação de risco) é baixo", afirma. Porém, ele lembra que muitos fundos de investimento têm se desfeito do papel, deixando a oferta da companhia mais sensível ao apetite dos investidores, sobretudo estrangeiros.

No exterior, o otimismo exibido mais cedo pelos mercados mostrou-se fraco. O aumento dos pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos, para o maior nível desde novembro de 2009 (500 mil solicitações) inverteu o sinal dos índices futuros de Nova York e também das praças europeias. Na semana encerrada no último sábado, o número de trabalhadores norte-americanos que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego voltou a subir, em 12 mil, contrariando as previsões dos economistas, que esperavam uma queda de 4 mil pedidos.

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