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19/08/2010 - 17h40

Bovespa fecha em queda de 1,11% com Petrobras e NY

São Paulo - A Bovespa caiu hoje, em meio a fortes quedas das bolsas norte-americanas, debilitadas por dados econômicos ruins sobre atividade industrial e emprego no Estados Unidos, e um novo tombo das ações da Petrobras, motivado pelo aumento das dúvidas sobre a capitalização da estatal. O Ibovespa interrompeu cinco sessões consecutivas de alta e perdeu a faixa dos 67 mil pontos, à qual tinha voltado há apenas duas sessões. Também passou a oferecer perdas em agosto. O bom desempenho de ações como da BM&FBovespa, OGX Petróleo, PDG Realty e AmBev reduzem a queda do índice em relação às bolsas norte-americanas.

O Ibovespa fechou em queda de 1,11%, aos 66.887,13 pontos. Ao longo da sessão, bateu na mínima de 66.823,59 pontos, em baixa de 1,20%, e atingiu a máxima de 67.712,83 pontos, em alta de 0,11%. No mês, passou a acumular perda de 0,93%. No ano, a desvalorização ampliou-se para 2,48%. O giro financeiro foi de R$ 5,299 bilhões, 17% dos quais movimentados por ações da Petrobras.

Repetindo o desempenho de ontem, Petrobras voltou a ter quedas expressivas, entre as maiores baixas do Ibovespa, com o papel ON cedendo 3,65% para R$ 30,36, e o PN, 3,25%, para R$ 26,78, após se avolumarem as dúvidas sobre a viabilidade da capitalização a um preço do barril da cessão onerosa da União à estatal entre US$ 10 e US$ 12 - de acordo com informações vazadas ontem à noite, essa faixa de preço estaria no laudo que a Agência Nacional do Petróleo (ANP) confirmou que vai receber nesta quinta-feira da consultoria contratada para a avaliação. Em dois dias, Petrobras ON perdeu 6,03% e PN 5,37%.

Para analistas, o barril entre US$ 10 e US$ 12 extrapola o teto das estimativas do mercado, que estavam entre US$ 5 e US$ 6 por barril, chegando a US$ 7 em algumas casas, e pode inviabilizar a capitalização, porque aumenta a diluição da base acionária e o montante de emissão a ser feita pela Petrobras pode não ser absorvido pelos minoritários. Nesse caso, o governo poderia aumentar sua participação na empresa.

Cresceram também as dúvidas sobre a realização da oferta em 30 de setembro, como vinha sendo previsto pela Petrobras. Em caso de eventual adiamento, dizem especialistas, a Petrobras põe em risco o nível de alavancagem da companhia, assim como a perda do grau de investimento, e poderá ter de rever seu plano de investimento.

As ações da Vale também cederam, porém menos que o Ibovespa - o papel ON caiu 0,99% e o PNA, 0,86%.

BM&FBovespa ON com alta de 0,83% e com status de terceira ação de maior peso no Ibovespa contribuiu para reduzir as perdas do Ibovespa em relação às bolsas de Nova York. Outras contribuições positivas relevantes por terem apresentado bom giro financeiro são OGX ON, alta de 0,80%; PDG Realty ON, +1,08%; e AmBev PN, 0,32%.

Em Nova York, o Dow Jones caiu 1,39% para 10.271,21 pontos; o Nasdaq perdeu 1,66%, aos 2.178,95 pontos; e o S&P500 recuou 1,69%, para 1.075,63 pontos.

Dados econômicos ruins divulgados hoje colocaram de volta nas sessões os receios sobre a desaceleração da economia norte-americana. O número de trabalhadores norte-americanos que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego voltou a subir, em 12 mil na semana até 14 de agosto. Além disso, o número da semana anterior foi revisado em alta para 488 mil, dos 484 mil informados anteriormente.

O índice de atividade industrial do Fed (Federal Reserve, banco central) da Filadélfia despencou para -7,7 em agosto, de 5,1 em julho, quando economistas previam que o índice subisse para 7.

Já o índice de indicadores antecedentes dos EUA subiu 0,1% em julho, segundo o Conference Board, porém menos do que a alta de 0,2% esperada pelos economistas ouvidos pela Dow Jones

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