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19/08/2010 - 14h07

Europa fecha em queda após indicadores dos EUA

Londres - As Bolsas europeias fecharam em queda forte, revertendo a alta da manhã. Os mercados abriram em alta em reação a indicadores positivos da Alemanha e do Reino Unido, mas passaram a cair depois da divulgação de indicadores norte-americanos. O índice pan-europeu Stoxx 600 recuou 1,44% e fechou em 253,90 pontos.

No início da sessão, as Bolsas reagiram positivamente ao índice de preços ao produtor da Alemanha em julho, que subiu 0,5% em relação a junho e 3,7% em comparação com julho de 2009, maior alta em quase dois anos. "A Alemanha é de novo o motor da economia europeia", disse Geert Ruysschaert, estrategista do BNP Paribas Fortis Private Bank. No Reino Unido, as encomendas à indústria registraram em agosto seu melhor desempenho em dois anos, puxadas pela retomada do crescimento nas exportações. A Confederação da Indústria Britânica informou que a diferença entre o porcentual de empresas que relataram encomendas acima do normal e as que relataram encomendas abaixo do normal ficou em -14 em agosto, de -16 em julho. Já as vendas no varejo cresceram 1,1% em julho, maior elevação em cinco meses; economistas previam uma expansão de 0,6%.

Mais tarde, os mercados passaram a cair em reação ao índice de atividade industrial regional do Federal Reserve (Fed, banco central) da Filadélfia, que caiu para -7,7 em agosto, de 5,1 em julho. Além disso, o Departamento de Trabalho dos EUA divulgou que o número de trabalhadores que pediram auxílio-desemprego na semana até 14 de agosto cresceu em 12 mil. "Esses números não fizeram nada para acalmar os crescentes receios de que a economia global corre o risco de voltar a registrar uma recessão", disse Ben Critchley, trader da IG Index.

Na Bolsa de Londres, o índice FT-100 fechou com perda de 1,73%, em 5.211,29 pontos. As ações de empresas do setor bancário e ligadas a matérias-primas estavam entre as que mais caíram (Barclays -1,65%, HSBC -2,65%, Anglo American -2,52%, Antofagasta -1,16%, BHP Billiton -2,16%). A s da petroleira BP recuaram 2,74%.

Na Bolsa de Frankfurt, o índice Xetra DAX fechou em queda de 1,80%, em 6.075,13 pontos. Nem mesmo a revisão para cima da previsão do Bundesbank para o crescimento da economia alemã conseguiu contrabalançar a influência negativa dos indicadores dos EUA. As ações da Siemens caíram 3,27%, as do Deutsche Bank recuaram 2,59%, as da seguradora Allianz perderam 2,47% e as da indústria cimento Heidelberg caíram 3,41%.

O índice CAC-40, da Bolsa de Paris, fechou em queda de 2,07%, em 3.572,40 pontos. O mercado de ações está em ritmo de espera, porque o presidente Nicolas Sarkozy se encontra amanhã com ministros e conselheiros para discutir propostas para a redução no déficit orçamentário, mesmo com um crescimento ainda modesto no PIB. As ações da seguradora AXA caíram 3,08%, as do banco BNP Paribas recuaram 2,51%, as do Crédit Agricole perderam 3,13% e as do Dexia fecharam em baixa de 3,17%.

O índice FTSE-MIB, da Bolsa de Milão, fechou em queda de 2,05%, em 20.115,69 pontos. Na Bolsa de Madri, o índice Ibex-35 fechou com retração de 1,47% em 10.238,00 pontos. Na Bolsa de Lisboa, o índice PSI-20 fechou com perda de 0,81%, em 7.366,95 pontos. As informações são da Dow Jones.

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