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20/08/2010 - 10h34

Bolsas de NY abrem em queda com receios econômicos

Nova York - As bolsas novarioquinas abriram esta sexta-feira em queda. Os indicadores recentes mostram que a economia norte-americana está com pouca energia para andar por conta própria e, na ausência de dados relevantes para hoje, o investidor deve manter cautela e ficar na defensiva. Até porque ainda está digerindo os balanços desanimadores das gigantes Dell e HP, que saíram após o fechamento do mercado ontem.

Às 10h32(de Brasília), o índice Dow Jones registrava queda de 0,50% aos 10.219,60 pontos, o Nasdaq caia 0,39% para 2.170,87 pontos e o S&P 500 perdia 0,47% aos 1.070,59 pontos.

Ontem as bolsas caíram com sinais decepcionantes dados por indicadores econômicos. O Dow Jones fechou em queda de 1,39%, em 10.271,21 pontos, o Nasdaq caiu 1,66%, em 2.178,95 pontos, enquanto o S&P-500 fechou em queda de 1,69%, em 1.075,63 pontos.

O número de pedidos de auxílio-desemprego subiu 12 mil para 500 mil solicitações, contrariando estimativa de queda de 4 mil pedidos. O índice de atividade industrial do Fed da Filadélfia despencou para -7,7 em agosto ante estimativa de alta para 7. Enquanto o índice de indicadores antecedentes dos EUA subiu 0,1% em julho, segundo o Conference Board, menos do que a alta de 0,2% esperada pelos economistas.

Segundo o economista Lakshman Achuthan, diretor do Economic Cycle Research Institute (ECRI), em Nova York, nas próximas quatro a seis semanas provavelmente será possível ter mais clareza sobre se a economia dos EUA terá recessão ou pouso suave. "Mas o risco de uma nova recessão é muito real", alertou, em entrevista ontem à Agência Estado.

A Dell informou que seu lucro no segundo trimestre cresceu 15% ou US$ 0,28 por ação, abaixo da estimativa de lucro de US$ 0,30. Já o lucro líquido da Hewlett-Packard no terceiro trimestre fiscal, encerrado em 31 de julho, subiu 6,1% ou US$ 0,75 por ação, abaixo da estimativa, feita antes da saída de Mark Hurb, então chairman e executivo-chefe da HP, no início do mês. O papel perdeu cerca de 12% de seu valor nas duas últimas semanas.

A fabricante de fertilizantes Potash está considerando alianças com empresas globais para que seja feita uma oferta que possa competir com a oferta hostil de US$ 38,6 bilhões da mineradora BHP.

Os ADRs da BP caíam após notícias de que pessoas e negócios da região onde ocorreu o vazamento de petróleo, no Golfo do México, procuram agora receber indenizações pelos prejuízos causados pelo acidente. Os que buscarem acordo por meio do fundo de compensação de US$ 20 bilhões da BP terão que abrir mão de qualquer ação judicial contra a petroleira.

O Bank of America planeja, juntamente com a Visa, começar a testar no mês que vem um programa que permite que consumidores usem seus smartphones para pagar compras em lojas.

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