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20/08/2010 - 17h00

Dólar fecha com alta de 0,17% a R$ 1,759

São Paulo - O clima ruim nos mercados internacionais e a cautela em mudar posições em uma sexta-feira fizeram com que o dólar saísse fortalecido hoje ante outras moedas, como o real, euro e iene. O euro atingiu a mais baixa cotação em seis semanas depois que o membro do conselho do Banco Central Europeu (BCE) Axel Weber sinalizou que a instituição irá irrigar o sistema financeiro do bloco com liquidez ilimitada até o final do ano e que as discussões sobre a retirada das medidas de estímulo ficarão para o primeiro trimestre de 2011. Já o iene segue pressionado pela expectativa da reunião entre o presidente do banco central e o primeiro ministro do Japão na segunda-feira, que tratará da excessiva valorização recente da moeda.

No mercado doméstico, o dólar fecha a semana sem conseguir se descolar do piso informal de R$ 1,75 em que ficou "grudado" em todas as cinco sessões. A aversão ao risco também chegou aqui, mas a alta da moeda americana foi mais modesta que ante outras divisas porque o mercado ainda aposta no fluxo positivo de dólares.

O dólar comercial fechou negociado a R$ 1,759 hoje no mercado interbancário de câmbio, alta de 0,17% no dia. No mês, a moeda registra ganho de 0,23% e no ano acumula alta de 0,92%. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros, o dólar negociado à vista encerrou o pregão a R$ 1,758, queda de 0,10%. O euro comercial registrou queda de 0,75% para R$ 2,235.

Ricardo Lorenzet, operador de câmbio da XP Investimentos, afirma que, internamente, "o mercado não sabe o que fazer" porque o fluxo de dólares continua a chegar para a bolsa de valores e títulos do governo, especialmente, mas, ao mesmo tempo, paira sobre a cabeça do investidor o temor de uma ação inesperada do Banco Central, o que impede a moeda de romper o piso de R$ 1,75. "Há um cenário claro de aposta no Brasil, um cenário macro ruim para o dólar em termos globais, mas há também uma grande dificuldade em deslocar o dólar para baixo de R$ 1,75", ponderou.

No mercado global, o euro chegou a ser negociado no patamar de US$ 1,26 no intraday, o que não acontecia desde 12 de julho, diante da interpretação de que a política flexível na zona do euro será mantida pelo menos até o início do próximo ano. Perto das 16h40, a moeda única do bloco era negociada a US$ 1,2709, de US$ 1,2820 ontem no final da tarde em Nova York. Já o dólar subia para 85,69 ienes, de 85,29 ienes ontem em NY.

De volta ao mercado local, alguns operadores relatam que o Banco Central tem feito consultas esporádicas às mesas, não mais especificamente sobre eventual demanda por swap cambial reverso, como fez em 23 de julho, mas para "ouvir" as mesas, sem deixar claro o que pretende fazer em relação ao câmbio. Isso só tem contribuído para deixar os operadores ressabiados com uma possível ação inesperada do BC. Hoje, seguindo a rotina adotada desde 8 de maio de 2009, a autoridade monetária realizou leilão para comprar dólares no mercado à vista, por volta de 15h55, fixando a taxa de corte das propostas em R$ 1,7583.

Câmbio turismo

Nas operações de câmbio turismo, o dólar fechou com alta de 0,92% e foi negociado em média à R$ 1,867 na ponta de venda e a R$ 1,73 na compra. O euro turismo registrou queda de 0,67% a R$ 2,367 (venda) e R$ 2,197 (compra).

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