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20/08/2010 - 17h41

Petróleo fecha com queda de 1,30% a US$ 73,46

Nova York - Os contratos futuros de petróleo fecharam novamente em queda, atingindo o menor nível em seis semanas. Hoje, a alta do dólar e as perdas dos mercados de ações se somaram a uma perspectiva frágil para a recuperação econômica.

Os contratos com entrega para setembro perderam US$ 0,97 (1,30%), e fecharam a US$ 73,46 o barril na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês). O volume de negócios com o contrato, que venceu hoje, foi extremamente pequeno, com apenas 27.480 lotes vendidos. Os contratos com entrega para outubro, que foram os mais negociados, fecharam em queda de US$ 0,95 (1,27%), a US$ 73,82. Na plataforma ICE, o petróleo do tipo Brent com entrega para outubro fechou em queda de US$ 1,04 (1,38%), a US$ 74,26 o barril.

Com a queda de hoje, o petróleo fechou com perdas em 11 das últimas 13 sessões, após ter atingido uma máxima de US$ 82 duas semanas atrás. Nesta semana, o petróleo acumulou queda de 2,56%.

"Hoje o petróleo seguiu a primeira lei de Newton", disse Tim Evans, analista da Citi Futures Perspective, descrevendo a lei sobre o princípio da inércia, que estabelece que um objeto permanece em movimento até que surja uma força contrária. "Os preços têm caído e permanecem frágeis", acrescentou.

Hoje o dólar chegou a subir 0,7% em relação ao euro, e isso pressionou o petróleo, já que torna a commodity mais cara para compradores que não usam a moeda norte-americana. Além disso, o petróleo manteve a tendência das últimas semanas de acompanhar o desempenho das bolsas, que servem como um indicador da recuperação econômica.

O efeito de um panorama econômico global desfavorável tem sido exacerbado pelos altos estoques de petróleo. Esta semana, o Departamento de Energia dos EUA (DOE, na sigla em inglês) informou que os estoques da commodity e seus derivados estão no maior nível em quase 27 anos.

"Não existem muitas novidades, e nós estamos no fim do verão (no Hemisfério Norte) e a demanda vai diminuir", disse Mark Waggoner, presidente da Excel Futures.

Os analistas afirmam que os preços não têm reagido tão fortemente aos dados sobre os estoques devido, em parte, aos receios de vender durante a temporada de furacões - que começou no início de junho e vai até o fim de novembro. O Centro Nacional de Furacões dos EUA (NHC, na sigla em inglês) disse que 2010 será um ano com uma forte atividade de furacões, o que pode prejudicar a produção de petróleo.

"Eu acredito que o petróleo vai permanecer acima de US$ 70 o barril até o fim de agosto, mas deve testar a casa dos US$ 60", comentou Waggoner. As informações são da Dow Jones.

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