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24/08/2010 - 17h40

Bolsa fecha em queda de 1,25% com mau humor externo

São Paulo - O resultado decepcionante das vendas de imóveis usados nos Estados Unidos em julho, o pior em 15 anos, aprofundou a aversão global ao risco, trazendo de volta o medo de um duplo mergulho da economia norte-americana. Contaminada desde a abertura pelo exterior ruim, a Bovespa encerrou os negócios em baixa de 1,25%, aos 65.156,36 pontos. Com isso, a Bolsa brasileira contabiliza o seu quarto pregão seguido de queda. Na mínima do dia, o Ibovespa cedeu 1,47%, para 65.013 pontos. O volume financeiro somou R$ 4,976 bilhões.

A Bovespa seguiu bem de perto o desempenho das bolsas norte-americanas e europeias, que amargaram perdas superiores a 1%. O dado que fez o mercado desandar de vez foi o de vendas de imóveis residenciais, que desabaram 27,2% em julho, para uma taxa anual de 3,83 milhões de unidades, atingindo o menor nível em 15 anos. Economistas ouvidos pela agência Dow Jones esperavam queda de 14,3% das vendas em julho. Os estoques de imóveis aumentaram para 12,5 meses de oferta, ante 8,9 meses de oferta em junho, pressionando os já reduzidos preços dos imóveis. Os estoques estão no seu nível mais alto em mais de uma década.

O índice Dow Jones chegou a perder os 10 mil pontos durante a manhã, o que não era visto desde o começo de julho, mas conseguiu reaver os 10 mil pontos. O índice da Bolsa de Nova York fechou em baixa de 1,32% aos 10.040,45 pontos. O Nasdaq cedeu 1,66% aos 2.123,76 pontos e o S&P 500 registrou perda de 1,45% para 1.051,87 pontos. Os dados são preliminares

O ambiente geral de aversão ao risco e a queda das commodities expuseram ainda mais a fragilidade das ações de primeira linha Vale e Petrobras. O recuo das ações da mineradora brasileira foi maior do que o registrado pelo Ibovespa. Vale ON fechou com perda de 2,15% e PNA cedeu 2,29%, dando prosseguimento à queda da véspera, quando os papéis foram pressionados por rumores de proposta de compra pela canadense de fertilizantes Potash, mas depois desmentidos pela companhia.

No caso de Petrobras, as preferenciais recuaram 1,95% e as ordinárias -2,05%, em mais um dia de indefinição sobre o preço do barril do petróleo para a cessão onerosa e a data da capitalização.

Mas o maior destaque negativo do pregão foi Embraer, cujas ações aceleraram o ritmo de baixa durante a tarde, repercutindo a notícia de um acidente no noroeste da China com uma aeronave E-190 fabricada pela companhia brasileira. Embraer ON caiu 3,87%.

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