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24/08/2010 - 10h34

Bolsas de NY abrem em queda

Nova York - As Bolsas de Nova York abriram a terça-feira em queda. O temor em relação à fraqueza da recuperação da economia norte-americana empurra as bolsas para baixo e coloca o iene nas alturas refletindo movimento global de fuga para segurança. A expectativa de que mais sinais negativos devem vir com os dados de vendas de imóveis usados é o ingrediente principal a azedar o humor do mercado esta manhã. Também hoje, sai o índice de atividade industrial do Fed de Richmond em agosto. Os dois dados serão divulgados às 11h(de Brasília).

Às 10h33 (de Brasília), o índice Dow Jones cedia 0,99% aos 10.071,15 pontos, o Nasdaq registrava queda de 1,51% para 2.126,83 pontos e o S&P 500 perdia 1,20% aos 1.054,57 pontos.

A nova onda de fusões e aquisições não conseguiu dar suporte às bolsas ontem, que acabaram fechando em queda. Já hoje, o iene atingiu uma máxima em 15 anos em relação ao dólar e máxima em quase nove anos em relação ao euro após o ministro das Finanças do Japão, Yoshihiko Noda, não ter deixado claro que o governo se prepara para intervir no mercado de câmbio e diante do cenário de piora das perspectivas globais.

O mercado imobiliário dos Estados Unidos deve mostrar hoje que continua debilitado. A expectativa é de que a Associação Nacional dos Corretores de Imóveis (NAR, na sigla em inglês) mostre que as vendas de imóveis residenciais usados caíram 14,3% em julho ante junho, para 4,60 milhões. Em junho, a queda havia sido de 5,1%, para 5,37 milhões.

Se as estimativas se confirmarem, será o número mais fraco desde março de 2009, quando as vendas foram de 4,61 milhões, colocando esse mercado de volta aos baixos níveis vistos durante a crise, entre o final de 2008 e início de 2009. Na semana passada, o economista-chefe da NAR divulgou um alerta dizendo que a falta de confiança no mercado imobiliário poderia impor um risco maior à sua recuperação.

E como tem ocorrido com outros indicadores recentemente, os números podem vir até pior do que isso, o que deve escurecer ainda mais o cenário de retomada do país, e aumentar a expectativa para o PIB revisado do 2º trimestre, que será divulgado na sexta-feira. Analistas consultados pelo Wall Street Journal preveem revisão do PIB para expansão de 1,3%, de crescimento de 2,4% informado anteriormente.

"Neste momento, os indicadores sugerem que estamos num caminho mais suave (de crescimento), mas isso não nos coloca num duplo mergulho", observou Charles Reinhard, estrategista global do Morgan Stanley Smith Barney ao WSJ.

A companhia irlandesa de materiais de construção CRH alertou que não conseguirá atingir metas de resultados por causa da fraqueza dos negócios nos EUA e da força do euro.

A consultoria em tecnologia e gerenciamento Diamond Management será comprada pela PricewaterhouseCoopers por US$ 12,50 por ação ou US$ 378 milhões.

A rede de fast food Burger King divulgou declínio no lucro trimestral por causa de queda nas vendas nos EUA e Canadá. O lucro líquido do quarto trimestre fiscal caiu para US$ 0,36 por ação, de US$ 0,43 por ação no mesmo período do ano passado. Analistas esperavam ganhos de US$ 0,33 por ação.

A Rio Tinto estaria considerando fazer uma oferta juntamente com um parceiro chinês pela Potash, uma vez que a fabricante canadense de fertilizantes resiste em ceder à pressão da BHP Billiton, que estaria considerando aumentar a oferta hostil de US$ 39 bilhões.

Já a Dell estaria se preparando para o contra ataque, com uma oferta mais atraente pela 3Par após a rival Hewlett-Packard ter atravessado seu caminho com uma oferta de US$ 1,6 bilhão.

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