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25/08/2010 - 17h37

Bovespa fecha em queda de 0,54% aos 64.803,43 pontos

São Paulo - A melhora das Bolsas norte-americanas no período da tarde levou a Bovespa a desacelerar a velocidade de queda, mas não o suficiente para fechar em alta. O Ibovespa recuou 0,54%, aos 64.803,43 pontos, carimbando o quinto pregão consecutivo no vermelho. Há quase um mês a Bovespa não encerrava abaixo da marca dos 65 mil pontos. A última vez que isso ocorreu foi no dia 21 de julho, quando registrou no fechamento 64.476,00 pontos. O volume financeiro atingiu R$ 5,473 bilhões.

As Bolsas norte-americanas migraram para o lado positivo influenciadas por um movimento de caça às pechinchas. Após a sequência de quatro pregões de baixa, os investidores decidiram voltar às compras para aproveitar os preços atraentes dos papéis, tentando absorver mais um dia de más notícias no setor imobiliário. O índice Dow Jones subiu 0,20%, aos 10.060,06 pontos; o S&P 500 avançou 0,33%, para 1.055,33 pontos e o Nasdaq subiu 0,84%, aos 2.141,54 pontos.

Depois da queda violenta nas vendas de imóveis usados anunciada ontem, os investidores sofreram outro golpe hoje. As vendas de novos imóveis registraram recuo agudo, de 12,4% em julho, para 276 mil unidades, o pior resultado desde 1963. O dado reforçou ainda mais a fragilidade da recuperação da economia norte-americana. Outro indicador que decepcionou nos EUA foi o de encomendas de bens duráveis ao registrarem crescimento de apenas 0,3% em julho, quando o esperado era bem mais, 2,8%.

Embora o ambiente internacional tenha ditado novamente o rumo da Bovespa, as ações da Petrobras continuam na berlinda, especialmente diante da expectativa de uma definição sobre o preço final do barril do petróleo a ser repassado pela União para a estatal por meio de cessão onerosa. Informações colhidas pela Agência Estado dão conta de que o governo já teria batido o martelo sobre o preço final do barril. Segundo fontes, o valor teria ficado mesmo em torno de US$ 8. Exatamente o caminho do meio entre os valores discrepantes de US$ 6 e US$ 12 apontados para o mesmo barril pelas consultorias contratadas respectivamente pela Petrobras e pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).

A melhora externa também ajudou os papéis de Petrobras a se recuperarem. As ações ordinárias conseguiram fechar em alta de 0,61%, enquanto as preferenciais declinaram 0,23%.

Já as ações da Vale e das siderúrgicas apresentaram queda maior do que a do Ibovespa. Vale PNA cedeu 0,97% e a ON -0,90%. CSN ON caiu 2,30%.

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