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25/08/2010 - 17h07

Dólar fecha em leve alta a R$ 1,766 com cenário externo

São Paulo - O dólar fechou em leve alta hoje refletindo a aversão ao risco dos investidores diante das persistentes preocupações com a economia global, sobretudo a norte-americana, e também as expectativas de que o governo japonês deverá tomar em breve medidas para controlar a apreciação do iene. A alta foi, porém, limitada pela melhora das Bolsas em Nova York no meio da tarde e por notícias que reforçam a realização da capitalização da Petrobras em 30 de setembro, com consequente aumento de fluxo cambial para o País e tendência de desvalorização do dólar ante o real.

O dólar comercial fechou negociado a R$ 1,766 hoje no mercado interbancário de câmbio, alta de 0,06%

no dia. No mês, a moeda registra ganho de 0,63% e no ano acumula alta de 1,32%. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros, o dólar negociado à vista encerrou o pregão a R$ 1,764, ganho de 0,04%. O euro comercial registrou perda de 0,18% para R$ 2,234.

No meio da tarde, fontes informaram à Agência Estado que em reuniões realizadas hoje com a Agência Nacional do Petróleo (ANP) e a Petrobras o governo já teria batido o martelo sobre o preço final do barril a ser repassado pela União para a Petrobras por meio de cessão onerosa. Segundo essas fontes, o valor ficou em torno de US$ 8 - exatamente o caminho do meio entre os valores discrepantes de US$ 6 e US$ 12 apontados para o barril pelas consultorias contratadas respectivamente pela Petrobras e pela ANP. Se confirmado os US$ 8, o valor da cessão onerosa de cinco bilhões de barris atingiria US$ 40 bilhões.

Além disso, a perspectiva do mercado doméstico de câmbio é de que, com o final das férias no hemisfério norte, as empresas retomem as operações de captação no exterior. Na lista de companhias que devem ir a mercado até o final do ano já constam OSX, Odebrecht, Net, Braskem, BicBanco e Banco Bonsucesso, de acordo com fontes. Os especialistas acreditam que a maioria deve tentar antecipar as operações para o mês que vem, já que em outubro há eleições.

No leilão de hoje, o Banco Central comprou dólares no mercado à vista com taxa de corte das propostas de R$ 1,7640.

No setor externo, o dólar hoje apresenta leve alta ante o iene, mas mantém-se estável ante o euro, porque persistem as incertezas em relação à recuperação da economia dos Estados Unidos, a partir de novos dados que mostram fraqueza do setor imobiliário, aumento de estoques de petróleo e elevação de encomendas de bens duráveis menor que o estimado.

O iene cedeu com especulações de que o Banco do Japão fará uma reunião de emergência e que poderia intervir no mercado de moedas visando a limitar a apreciação da moeda japonesa pela primeira vez desde 2004. O euro recuperou-se das mínimas atingidas depois da divulgação do índice alemão IFO de clima para os negócios, que surpreendeu positivamente, ao subir para 106,7 em agosto, acima das estimativas de queda para 106.

Às 16h45 (de Brasília), o dólar estava em 84,79 ienes, de 85,25 ienes ontem no fim da tarde em Nova York; o euro era cotado a US$ 1,2654, de US$ 1,2674 ontem no fim da tarde em Nova York.

Câmbio turismo

Nas operações de câmbio turismo, o dólar fechou com perda de 0,53% e foi negociado em média à R$ 1,867 na ponta de venda e a R$ 1,697 na compra. O euro turismo registrou recuo de 1,39% a R$ 2,34 (venda) e R$ 2,12 (compra).

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