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25/08/2010 - 10h34

NY abre em queda em meio a incertezas sobre EUA

Nova York - A escalada das incertezas em relação à recuperação da economia dos Estados Unidos turva o horizonte e contribuiu para a abertura das Bolsas novaiorquinas em queda. Isso porque, o mercado imobiliário, que costuma ser um ótimo detonador de recessões, se mostra combalido e, após o tombo visto ontem de 27,2% das vendas de imóveis residenciais usados em julho, o maior da história, o investidor está mais cauteloso à espera dos dados de vendas de imóveis novos em julho hoje (11h de Brasília). Analistas esperam que o indicador mostre alta de 0,9% ante junho, para 333 mil, ante aumento de 23,6%, para 330 mil em junho.

Às 10h32 (de Brasília), o índice Dow Jones perdia 0,29% aos 10.011,62 pontos, o Nasdaq registrava queda de 0,50% para 2.113,93 pontos e o S&P 500 cedia 0,42% aos 1.047,47 pontos.

Após os dados de imóveis residenciais usados, certamente vemos mais chances de termos ventos contrários nos próximos meses, especialmente no terceiro trimestre", disse à Agência Estado o economista-chefe para EUA da Ideaglobal, Maxwell Clarke.

Joshua Raymond, da consultoria City Index, avalia hoje, em nota a clientes, que os dados de imóveis novos ganharam mais importância depois dos números desanimadores de imóveis usados e também do alerta sobre lucros feito pela empresa de material de construção irlandesa CRH.

Mais cedo, foi informado que as encomendas de bens duráveis cresceram 0,3% em julho, abaixo da estimativa de alta de 2,8% e, excluindo transporte, as encomendas caíram 3,8% no mês passado, a maior queda desde janeiro de 2009.

Todos os indigestos indicadores recentes, especialmente do mercado imobiliário e de trabalho, aumentam a expectativa em relação ao PIB dos EUA do segundo trimestre que sai na sexta-feira e deve ser revisado para abaixo dos atuais 2,4%, segundo analistas. No mesmo dia, o presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke, falará sobre perspectiva econômica e as políticas adotadas pelo banco central norte-americano.

Entre as ações para se observar hoje estão novamente as da 3Par, após a empresa dizer ontem que irá começar a conversar com a Hewlett-Packard sobre uma possível fusão, após a HP oferecer US$ 1,6 bilhão pela empresa, deixando para trás a rival Dell, cuja oferta havia sido de US$ 1,15 bilhão.

A Dell revelou ao mercado dos EUA ontem seu primeiro smartphone, o Aero, que usa o programa operacional Android, do Google. Será o celular mais leve disponível a utilizar o programa. O passo dado pela Dell, que não quer ficar atrás da Apple, foi considerado por analistas como "muito curto e muito tardio".

A Apple disse que está perto de fechar acordo com a Disney e outros canais para permitir que a companhia venda episódios de TV por meio do iTunes. Outras empresas que participam das conversas, como CBS, Viacom e NBC, estão se mostrando mais resistentes a fechar um acordo.

A maior mineradora do mundo, BHP Billiton, divulgou que teve o melhor lucro semestral em dois anos e que o lucro líquido mais do que dobrou no ano fiscal 2010, encerrado em 30 de junho, para US$ 12,72 bilhões, uma alta de 116,5%. Além disso, a mineradora deixou claro que não vai tentar comprar a fabricante de fertilizantes canadense Potash a qualquer custo, após ter feito uma oferta hostil de US$ 39 bilhões.

Mecânicos da American Airlines rejeitaram ontem um novo acordo salarial, aumentando as chances de uma greve na segunda maior companhia do setor nos EUA.

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