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26/08/2010 - 17h27

Petróleo fecha em alta a US$ 73,36

Nova York - Os preços dos contratos futuros do petróleo fecharam em alta, impulsionados por compras de pechincha após o declínio no valor do barril observado recentemente. O contrato do petróleo para outubro negociado na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês) subiu US$ 0,84, ou 1,16%, para US$ 73,36 por barril, com mínima de US$ 72,54 e máxima de US$ 73,98 ao longo da sessão. Na plataforma ICE, o contrato do petróleo tipo Brent para outubro avançou US$ 1,54, ou 2,09%, para US$ 75,02 por barril.

Pela manhã, o Departamento do Trabalho dos EUA divulgou que o número de trabalhadores norte-americanos que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego recuou 31 mil na semana até 21 de agosto, ante previsão de queda de 10 mil pedidos. Apesar disso, a média móvel de pedidos feitos em quatro semanas - calculada para suavizar a volatilidade do dado - subiu 3.250, para 486.750 pedidos.

O indicador teve pouco impacto sobre o sentimento geral do mercado, segundo o analista Phil Flynn, da PFGBest. Ele acrescentou que os estoques elevados e a baixa demanda por combustíveis nos EUA estão impedindo um avanço dos preços, mas afirmou que o valor do barril estava mais suscetível a uma recuperação após ter atingido uma mínima de US$ 70,76 por barril na quarta-feira. "Parece que a economia atingiu uma parede de tijolos", disse Flynn. "Mas eu não serei um herói, se ficarmos abaixo de US$ 70, vou comprar", acrescentou.

Os preços do petróleo estão oscilando entre US$ 70 e US$ 80 por barril desde outubro do ano passado. Analistas afirmam que este intervalo deve continuar até o feriado do Dia do Trabalho nos EUA, em 6 de setembro, quando deve ocorrer um declínio na demanda norte-americana por gasolina e uma consequente redução nos preços.

Se o valor do barril recuar para menos de US$ 70, a Arábia Saudita - maior exportador mundial de petróleo - precisará reduzir a produção para dar suporte ao mercado, de acordo com analistas do Eurasia Group. Eles afirmaram que se as condições econômicas dos EUA piorarem nos próximos meses, os sauditas podem ter de pedir aos países vizinhos que sinalizem cortes de produção para proteger os preços. As informações são da Dow Jones.

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