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30/08/2010 - 17h46

Bovespa fecha em queda puxada por Petrobras

São Paulo - O efeito positivo do discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke, na última sexta-feira se dissolveu e as bolsas voltaram a mergulhar no vermelho nesta segunda-feira. Na Bovespa a queda de 2,02%, em 64.260,79 pontos, foi agravada pela sangria dos papéis de Petrobras. Na reta final, as ações preferenciais estenderam o recuo para mais de 4%, apagando completamente o ganho do último pregão, e deixando a Bolsa doméstica mais prostrada hoje em relação aos seus pares norte-americanos.

Petrobras PN fechou na mínima do pregão, em baixa de 4,18%, valendo R$ 25,45, e ON cedeu 2,67%, a R$ 29,15. O motivo para o declínio das ações de Petrobras continua sendo o mesmo que há semanas vem abatendo o ânimo dos investidores: a falta de definição sobre o preço do barril do petróleo da cessão onerosa e o desencontro de informações.

Hoje, analistas citaram a declaração do ministro da Fazenda, Guido Mantega, em São Paulo, desmentindo que o governo já tivesse chegado a um consenso em relação ao preço do barril. "Tudo que sair na imprensa sobre este assunto é especulação", afirmou o ministro. Além disso, noticiário do final de semana de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estaria descontente com o preço de US$ 8,50 que teria sido definido para o barril do petróleo e pretende elevar o valor também azedou o humor e ajudou a puxar as vendas hoje. Essas notícias, segundo fontes, jogaram uma ducha de água fria nas expectativas positivas que estavam se formando em cima do preço do barril do petróleo.

Essa é uma semana decisiva para a capitalização da Petrobras. Na quarta-feira, o governo deve ter uma definição sobre o preço do barril do petróleo na reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

Os papéis da Vale também ajudaram a deprimir a Bovespa. A ON caiu 2,63% e a PNA declinou 2,98%.

Em Nova York, as bolsas fecharam em queda, refletindo novamente as apreensões com a saúde da economia, numa semana de agenda pesada, que inclui a divulgação dos dados de emprego de agosto, com o número de vagas criadas na economia, na sexta-feira. Os indicadores anunciados hoje nos EUA apontaram para direções distintas. Os gastos do consumidor subiram 0,4% em julho, em linha com as previsões, mas a renda pessoal cresceu apenas 0,2%. Já o índice de atividade industrial do Fed de Dallas caiu a -0,1 em agosto, de 4,9 em julho.

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