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31/08/2010 - 10h35

Bolsas de Nova York abrem em queda

Nova York - As bolsas novaiorquinas abriram o pregão desta terça-feira em queda, com incertezas sobre a economia global, especialmente em relação à recuperação dos Estados Unidos, pesando no sentimento do investidor. O foco nas próximas horas está na ata do Federal Reserve (Fed, banco central americano) e no índice de confiança do consumidor em agosto, que sai às 11h (de Brasília). A queda acentuada da bolsa de Tóquio diante da decepção com as medidas do banco central japonês, para conter o iene, também causa desconforto.

Às 10h33 (de Brasília), o índice Dow Jones perdia 0,34% aos 9.974,53 pontos; o Nasdaq tinha queda de 0,48% para 2.109,79 pontos e o S&P 500 caía 0,39% para 1.044,73 pontos.

Mais cedo, o índice S&P/Case Shiller mostrou alta de 1% no preço das moradias em 10 e 20 cidades dos EUA em junho ante maio. Os preços subiram em 17 das 20 cidades pesquisadas e é a terceira alta mensal depois de seis meses consecutivos de queda.

A ata da reunião de política monetária do Fed de 10 de agosto sai às 15h (de Brasília). Essa última reunião foi talvez a mais esperada este ano, na qual os juros foram mantidos na faixa de zero a 0,25% e como novidade o Fed anunciou que iria reinvestir o dinheiro de bônus atrelados a hipotecas que vencerem em Treasuries (títulos americanos) de longo prazo. O mercado avaliou que a medida era mais simbólica do que efetiva e seguiu cheio de incertezas.

Daí veio o presidente do Fed, Ben Bernanke, na última sexta-feira, e animou os mercados com seu discurso forte, onde reconheceu que o processo de retomada está longe do fim e garantiu que o BC norte-americano está pronto para agir se necessário. Mas suas palavras já perdem força e cedem lugar para a aversão ao risco. Conforme observou o colunista econômico Brett Arends' Roi, no site MarketWatch, no que diz respeito a fazer previsões e antecipar fatos, "o presidente do Fed é tão útil quanto o homem do tempo da Nova Inglaterra".

O mercado também está duvidando da eficácia das medidas do governo do Japão, um pacote de estímulo à economia no total de 920 bilhões de ienes (US$ 10,861 bilhões), como limitador do impacto negativo da alta do iene ante o dólar e para reverter a tendência de deflação. O índice Nikkei caiu 3,6%, ao menor nível desde abril de 2009, enquanto o iene seguiu sua escalada.

No cenário corporativo, destaque hoje para a 3M, que disse que irá pagar US$ 230 milhões em dinheiro para comprar a companhia com base em Tel Aviv Attenti Holdings S.A, que fabrica tornozeleiras de monitoramento de réus.

Segundo o site especializado TechCrunch, a Cisco estaria interessada em comprar o Skype antes de a companhia completar sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês).

A Hewlett-Packard concordou em pagar indenização de US$ 55 milhões à General Services Administration, que acusou a HP de trapacear nos negócios e pagar para que outras empresas ligadas a ela, recomendassem a agências federais que comprassem produtos da HP.

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