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31/08/2010 - 17h39

Bovespa sobe 1,38% no dia, mas perde 3,51% no mês

São Paulo - A Bovespa terminou o último pregão de agosto em alta de 1,38%, aos 65.145,45 pontos, descolada de Nova York, que se retraiu após a divulgação da ata da última reunião do comitê de política monetária (Fomc) do Federal Reserve (Fed, banco central). Apesar dessa melhora de hoje, agosto termina em clima de melancolia para a Bovespa, com perda de 3,51% no mês, o que resulta numa desvalorização de 5,02% no ano.

A alta desta terça-feira foi impulsionada pela recuperação das suas ações líderes, Petrobras e Vale, além do bom desempenho do setor bancário.

O descolamento da Bovespa ante o mercado acionário nos EUA se deve ao fechamento do mês, quando muitos gestores e fundos de investimentos procuram melhorar o rendimento da carteira no período, dando uma puxadinha nos preços dos papéis. Além disso, operadores destacam ainda a mudança na composição da carteira teórica do Ibovespa, que costuma provocar ajustes. Amanhã passa a vigorar uma nova carteira, para o período de setembro a dezembro deste ano.

Segundo a terceira prévia divulgada hoje pela Bolsa, as ações da incorporadora Brookfield, Marfrig e Santander passarão a integrar a nova carteira teórica do Ibovespa, que terá um total de 68 papéis.

O volume financeiro da Bovespa acelerou na reta final, registrando R$ 6,43 bilhões, mas ainda assim não chega a ratificar uma melhora consistente do mercado, segundo analistas. As ações de Petrobras tiveram um rali no final do pregão e fecharam nas máximas. A PN subiu 2,40% e a ON avançou 1,51%, com os investidores no aguarda de uma definição amanhã do preço do barril do petróleo da cessão onerosa.

Vale PNA subiu 1,79% a R$ 41,43 e ON avançou 1,47% para R$ 46,88.

Em Nova York, nos últimos minutos, o Dow Jones e o S&P 500 voltaram a pisar levemente no terreno positivo, em alta de 0,05% e 0,04%, respectivamente, numa tentativa de assimilar a ata do Fomc. Já o Nasdaq retrocedeu 0,28%.

A ata do Fomc mostrou que as autoridades do banco central estão cada vez mais divididas em relação a qual caminho seguir em termos de política monetária e também apontou que algumas delas veem os indicadores econômicos mais recentes como uma comprovação de previsões pouco promissoras feitas anteriormente.

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