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31/08/2010 - 17h10

Dólar comercial fecha agosto quase estável a R$ 1,756

São Paulo - O dólar comercial fechou em queda de 0,23% hoje, negociado a R$ 1,756 no mercado interbancário de

câmbio. No mês, a divisa acumula leve alta de 0,06% e no ano, +0,75%. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista caiu 0,21% e fechou o pregão desta terça-feira a R$ 1,7558. A moeda encerra o mês de agosto com declínio de 0,27% e no ano, alta de 0,73. O euro comercial cedeu 0,13% para R$ 2,226.

O dólar, em queda desde cedo, até ameaçou recuperar-se ante o real no meio da tarde, após a divulgação da ata da reunião de agosto do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano), mas teve forças apenas para reduzir a 0,23% as perdas mais robustas acumuladas no dia, que chegavam a -0,40% no dólar no balcão antes da ata. O texto da ata deixou os investidores mais cautelosos, provocou um enfraquecimento das Bolsas nos EUA e diminuiu os ganhos na Bovespa. A ata mostrou que as autoridades do banco central norte-americano estão cada vez mais divididas em relação a qual caminho seguir em termos de política monetária e também apontou que algumas delas veem os indicadores econômicos mais recentes como uma comprovação de previsões pouco promissoras feitas anteriormente.

No mercado doméstico, o dólar foi influenciado pelo cenário externo desde cedo. Aqui, logo após abrir em alta, entrou em queda, acompanhando a calmaria inicial das bolsas de valores e o consequente recuo da moeda norte-americana ante o euro, após a divulgação de dados econômicos considerados bons nos EUA. Lá, o índice de confiança do consumidor do Conference Board subiu para 53,5 em agosto, acima da previsão de 51 dos economistas. Agradou também ao investidor a alta dos preços das residências nas 20 maiores áreas metropolitanas dos EUA - eles subiram 1% em junho, ante maio, de acordo com a pesquisa S&P/Case-Shiller.

Internamente, o movimento de queda foi respaldado pela disputa de investidores na tentativa de influenciar a formação da ptax deste último dia do mês, cotação do dólar que será utilizada na liquidação dos contratos de dólar/setembro que vencem amanhã na BM&F. Deu sustentação à desvalorização do dólar ainda a previsão de fluxo positivo à frente, sobretudo com a capitalização da Petrobras, prevista para 30 de setembro.

No leilão realizado por volta das 12h25, o Banco Central comprou dólares no mercado à vista com taxa de corte das propostas de R$ 1,7540.

As expectativas com a capitalização Petrobras em 30 de setembro e com a definição do preço do barril que será utilizado na cessão onerosa da União à Petrobras continuaram no radar do mercado. Hoje, porém, a novidade sobre a oferta da estatal foi a edição da Medida Provisória (MP) 500, que abre o caminho para a capitalização da Petrobras, segundo confirmaram fontes do Ministério da Fazenda à Agência Estado. O texto da MP permite uma série de operações de engenharia financeira que o governo poderá lançar mão no processo de capitalização da petrolífera brasileira.

No exterior, o dólar caiu ante o iene e o euro. Às 16h40 (de Brasília), no mercado de Nova York, o dólar era cotado por 83,98 ienes, ante 84,55 ienes de ontem, no fim da tarde. No mesmo horário, o euro valia US$ 1,2677, ante US$ 1,2663 ontem.

Câmbio turismo

Nas operações de câmbio turismo, o dólar fechou com alta de 0,54% e foi negociado em média à R$ 1,86 na ponta de venda e a R$ 1,737 na compra. O euro turismo registrou ganho de 0,60% a R$ 2,357 (venda) e R$ 2,187 (compra).

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