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31/08/2010 - 09h30

Em SP, carro da PM terá câmeras e 'GPS do crime'

São Paulo - A Polícia Militar (PM) prepara um pacote para mudar o patrulhamento nas ruas do Estado de São Paulo. Ela vai instalar câmeras em seus carros e um computador de bordo que vai avisar os policiais quando se aproximam, por exemplo, de um bar em que há denúncia de venda de drogas ou de um cruzamento em que ocorrem muitos assaltos.

A aposta da PM na tecnologia obedece à lógica de que os novos sistemas devem melhorar a eficiência e a segurança. Devem ainda aumentar o controle dos supervisores, que poderão verificar possíveis falhas nos procedimentos e até desvios de conduta ou servir de prova para comprovar a legitimidade da ação.

A tecnologia também deve mudar a vida do paulistano. Quem se envolver em um acidente de trânsito, por exemplo, receberá do agente uma senha com a qual poderá, após 48 horas, entrar na web e obter uma cópia do Boletim de Ocorrência, o chamado B.O.

O sistema acoplado a um GPS vai avisar quem são os criminosos que costumam agir na região e mostrar fotos dos suspeitos. Também vai indicar o trajeto que o carro da polícia deve fazer, de acordo com índices de criminalidade online. Um sensor mostrará quando o carro e os policiais estão em perigo. "Esse sistema é inédito no mundo", diz o tenente-coronel Alfredo Deak Junior, que chefia o Centro de Processamento de Dados da PM e é um dos responsáveis pelo projeto.

Fiscais

A PM vai interligar seu sistema de registro de ocorrências com o da Prefeitura de São Paulo, que recebe os relatórios de infrações administrativas. É por meio deles que as subprefeituras registram reclamações sobre bares clandestinos, falta de luz, buracos, terreno baldio sem muro e perturbação do sossego, entre outras. Com o computador de bordo nas viaturas, os PMs em patrulhamento vão poder avisar a administração municipal, com dois toques no teclado, sobre esses problemas.

Mais do que isso: a queixa encaminhada pelos policiais terá prioridade e será acompanhada das informações criminais do lugar com problema. Por exemplo: ao informar sobre um terreno baldio em uma rua sem iluminação pública, o sistema vai dizer no relatório enviado à Prefeitura se ali ocorreu um estupro ou um roubo e qual a probabilidade - baixa, média ou alta - de outro crime semelhante voltar a ocorrer no lugar. Com os dados do GPS, ele trará a localização exata do problema.

Com isso, os olhos e ouvidos dos mais de 20 mil policiais militares em 4 mil viaturas na cidade de São Paulo funcionarão como auxiliares dos subprefeitos para estabelecer prioridades nas intervenções para a conservação das vias públicas e na fiscalização. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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