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13/09/2010 - 17h12

Petróleo fecha a US$ 77,19, maior nível em um mês

Nova York - Os contratos futuros de petróleo fecharam na máxima em um mês depois que os novos sinais de crescimento econômico forte na China impulsionaram a perspectiva para a demanda pela commodity. O fechamento desde a última quinta-feira de um grande oleoduto que leva o produto canadense para as refinarias dos EUA também deu sustentação aos preços do petróleo, embora os estoques robustos reduzam a probabilidade de problemas no abastecimento.

O petróleo para entrega em outubro fechou em alta de US$ 0,74, ou 0,99%, em US$ 77,19 o barril na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), o nível mais alto para um fechamento desde 11 de agosto. O Brent para outubro fechou na plataforma eletrônica ICE em alta de US$ 0,87, em US$ 79,03 o barril.

A China informou no sábado que sua produção industrial em agosto cresceu 13,9% em relação ao mesmo mês do ano passado, superando as expectativas para a economia que deve responder pela maior parcela da nova demanda por commodities nos próximos meses.

O petróleo começou o dia em alta na sessão asiática, assim como o cobre, um mercado ainda mais dependente da demanda da China. Os mercados no mundo reagiram positivamente ao anúncio, no domingo, de que os reguladores bancários concluíram suas discussões na Basileia, Suíça, dando aos bancos um período mais longo do que o previsto para se adaptar aos limites mais rígidos de empréstimos. Embora não tenha impacto direto nas commodities, a conclusão da conferência colocou fim aos temores de que as novas normas mais rígidas provocariam turbulência nos mercados financeiros.

"Quando são removidas algumas incertezas do mercado o resultado é geralmente altista para as ações e dão um impulso ao petróleo também", disse Phil Flynn, analista da corretora PFGBest de Chicago.

O fechamento, na última quinta-feira, do oleoduto Enbridge Energy Partners (EEP), que transporta 670 mil barris por dia de petróleo para os EUA, também está dando sustentação aos preços. Mas os estoques de petróleo e derivados nos EUA estão em seu nível mais alto desde o início dos anos 1980 e a Enbridge disse que parte do petróleo pode ser redirecionado para outros oleodutos.

Analistas ouvidos pela Dow Jones preveem que o Departamento de Energia dos EUA divulgará uma queda de 2,6 milhões de barris nos estoques de petróleo na semana encerrada em 10 de setembro. Os estoques de gasolina devem cair 1,1 milhão de barris, enquanto o de destilados, que incluem óleo de calefação e diesel, devem subir 300 mil barris, segundo as previsões. As informações são da Dow Jones.

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