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14/01/2011 - 19h38

Prefeituras buscam moradores de áreas de risco no RJ

Rio de Janeiro - Prefeituras das cidades vizinhas a Teresópolis, Nova Friburgo e Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, tentam retirar, às pressas, centenas de famílias que moram em áreas de risco. Como voltou a chover na região e a previsão é de novos temporais nos próximos dias, o risco de novas enxurradas e deslizamentos preocupa as autoridades locais, que ainda trabalham para desobstruir estradas, retomar o abastecimento de água e atender os moradores que já perderam suas casas.

Trezentas famílias que vivem em áreas de risco estão isoladas na zona rural de Sumidouro, onde 17 pessoas morreram desde a última quarta-feira. A prefeitura tem dificuldades para remover corpos, levar água potável para os bairros mais atingidos e resgatar moradores desabrigados.

"Estamos tentando recuperar as estradas, pois 85% da população vive na zona rural. Essas famílias não têm acesso ao centro da cidade, onde a energia elétrica e o comércio já funcionam", afirmou o prefeito Juarez Gonçalves Corguinha. Com distritos inteiros isolados, nem mesmo os caminhões-pipa conseguem levar água potável à população. O trabalho das equipes de resgate também foi prejudicado: dois corpos em decomposição foram encontrados ontem e não puderam ser removidos, e seis pessoas ainda não foram encontradas.

Em Sapucaia, a 80 quilômetros de Nova Friburgo, o prefeito Anderson Zanon foi pessoalmente às casas de dezenas de famílias que vivem em encostas e pediu que eles deixassem os locais, mas enfrentou resistência. Como a cidade não registrou mortes depois do temporal de quarta-feira, muitos moradores acreditam que não há risco. Cerca de 130 pessoas tiveram as casas parcialmente destruídas e estão abrigadas em escolas e prédios públicos.

A prefeitura estima que 60% do município tenha sido prejudicada pela tempestade. A falta de imóveis em boas condições dificulta a realocação de muitas famílias. O abastecimento de água e energia elétrica foi normalizado, e o comércio está aberto. No município de Areal, cerca de 10% dos 11 mil moradores está fora de casa. A prefeitura usa carros de som para alertar a população que vive em áreas de risco, pois novos temporais podem forçar a abertura das comportas de uma represa da região. Muitos moradores se alojaram na casa de parentes e amigos.

Recorde

O Hemorio, centro que distribui sangue para hospitais de emergência, bateu hoje seu recorde histórico de doações de sangue, que já havia sido registrado um dia antes. Mais de mil pessoas de todas as idades, incluindo grupos de amigos, enfrentaram até quatro horas de fila para ajudar os sobreviventes da tragédia na Região Serrana.

Antes das 7 horas já havia gente aguardando na porta. O resultado: mais de 600 bolsas de sangue coletadas (nem todos estavam aptos a doar), a serem distribuídas nos próximos dias. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, foi um dos que doaram, logo pela manhã. Ele também fez uma convocação pelo Twitter.

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