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24/10/2008 - 13h28

Ministra da Educação admite graves problemas no sistema de ensino

ANSA
ROMA, 24 OUT (ANSA) - Durante um encontro com jovens de associações estudantis, a ministra da Educação da Itália, Mariastella Gelmini, declarou que "na Itália não se gasta pouco, mas se gasta mal" no setor.

"Perguntei aos jovens se estão satisfeitos com a escola e com a universidade na situação atual. Temos uma universidade e uma escola que não preparam para o mercado de trabalho e que não dão os instrumentos para que construam o futuro", ressaltou a ministra.

"É inaceitável que a Itália forme menos pessoas que o Chile. Temos 94 universidades, mais de 320 unidades nos locais mais espalhados", lembrou Gelmini, acrescentando que "há 37 cursos de graduação com somente um aluno."

A ministra também revelou que 99,3% dos professores contratados nas universidades públicas nos últimos sete anos foram admitidos sem que houvesse postos de trabalho para eles, o que aumentou os gastos em 300 milhões de euros.

Desta forma, "há cinco universidades importantes com rombos enormes nos balanços, o que as teriam levado, se fossem empresas, ao afastamento de quem as dirigiu por muitos anos", revelou.

A ministra explicou que "aumentaram as vagas para professores sem que se considerassem as verdadeiras exigências didáticas dos jovens, aumentando a despesa para a universidade de maneira inaceitável."

Gelmini lembrou ainda que apesar de haver 5500 cursos de graduação na Itália, o dobro da média européia, nenhuma universidade italiana está entre as 150 melhores do mundo. (ANSA)

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