"Com Maradona como técnico, marcar amistosos será como organizar turnê dos Beatles", diz empresário

BUENOS AIRES, 19 NOV (ANSA) - O presidente da World Eleven, empresa que organiza os amistosos da seleção argentina de futebol, Guillermo Tofoni, disse hoje que, com Diego Maradona como técnico, seu trabalho será como o de "organizar uma turnê para os Beatles".

"Quando Diego foi confirmado [como técnico], as seleções com as quais eu vinha conversando quiseram marcar amistosos contra a Argentina", revelou o empresário, responsável por um contrato de US$ 18 milhões assinado em 2006 entre o grupo russo Renova e a Associação de Futebol Argentino (AFA), por meio do qual foram marcadas 24 partidas amistosas.

"A figura de Maradona dá maior visibilidade aos já rentáveis amistosos da seleção", acrescentou.

Para Adrían Anaya, diretor da empresa Santa Mónica, agente comercial da AFA, "a nomeação de Maradona gerou um ambiente muito positivo no mercado, em um momento de crise financeira mundial".

Atualmente, a seleção argentina tem oito patrocinadores oficiais (Adidas, Coca-cola, Claro, Standard Bank, YPF, Volkswagen, Quilmes e Italcred), mas busca dobrar este número. Por enquanto, já conseguiu o apoio de mais quatro empresas (Fibertel, Dasani, Powerade e Noblex).

"Conversávamos com algumas empresas, mas não havia nada certo. Desde que nomearam Maradona, essas marcas intensificaram as negociações e outras querem agora se aproximar da AFA", afirmou Anaya ao site do jornal La Nación.

Segundo Tofoni, a chegada de Maradona à equipe argentina, que já jogava em estádios quase cheios, pode servir para que um patrocinador decida agora "se encarregar dos gastos da organização de uma partida".

Maradona estréia como técnico hoje, a partir das 18 horas (de Brasília), em partida contra a Escócia, a última da temporada. O próximo jogo será no dia 11 de fevereiro de 2009, contra a França, em Paris. No dia 12 de agosto, a Argentina enfrentará a Hungria e em novembro, a Espanha. Apesar do calendário cheio, Tofoni quer ainda organizar mais duas partidas, em junho e novembro.

Segundo ele, para o jogo de hoje, em Glasgow, foi necessário armar um esquema de segurança digno de uma banda de astros de rock. "Não há nenhum lugar vazio no hotel onde a seleção está concentrada", disse. "É como se viesse tocar o U2."

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