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10/12/2008 - 17h55

México: Números oficiais apontam sintomas de recessão

ANSA
CIDADE DO MÉXICO, 10 DEZ (ANSA) - Com queda na produção, aumento do desemprego e alta nos preços, o México se prepara para enfrentar um conturbado período para sua economia, que pode terminar em recessão. A conclusão é de levantamentos e dados oficiais divulgados nas últimas semanas, que contrariam o otimismo demonstrado até então pelo presidente do país, Felipe Calderón.

Segundo o Instituto Mexicano de Executivos de Finanças, "falta muito pouco" para que o país entre em recessão. A afirmação se baseia no corte sem precedentes de vagas de emprego, no índice de inflação que chegou a 6,23% e na queda de quase 20% registrada na venda de automóveis em novembro.

No mês, foram fechados no México 17.241 postos de trabalho. Trata-se da primeira queda anual da taxa de emprego em cinco anos, o que contaminou também o sistema previdenciário.

O Instituto Mexicano do Seguro Social registrou, também em novembro, a maior perda de filiados dos últimos oito anos. No mês, cerca de 200 mil trabalhadores permanentes, temporários e pessoas que pagam planos privados deixaram de contribuir com a Previdência.

Para Alfonso Bouzas, analista do Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade Autônoma do México (Unam), as perspectivas para o futuro são "preocupantes".

Dados da empresa norte-americana de consultoria Manpower apontam que, das 4.797 empresas mexicanas ouvidas em um levantamento, 17% devem demitir funcionários no primeiro trimestre de 2009. O país é um dos principais sócios comerciais dos Estados Unidos, onde a recessão econômica já se instalou há um ano.

A População Economicamente Ativa do país é hoje de 46 milhões de trabalhadores, dos quais somente 14,3 milhões têm emprego fixo. Outros 69% de pessoas que têm idade para atuar no mercado estão desempregados ou migraram para a informalidade.

A inflação também assusta. Segundo o Banco Central do país, em novembro o índice foi de 1,14%. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o aumento chegou a 6,23%, maior nível verificado desde maio de 2001.

O setor que mais influenciou para a disparada de preços foi o agropecuário, em que o indicador avançou 9,57% em novembro.

As vendas de automóveis despencaram quase 20% em relação a novembro do ano passado, com apenas 78.553 unidades comercializadas. Trata-se, segundo José Gómez Báez, presidente da Associação de Distribuidores de Automóveis, "da situação mais grave desde 1996, quando a queda anual chegou a 46,18%".

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