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30/12/2008 - 19h18

Bolívia: "Expulsão de embaixador dos EUA revelou conspiração contra governo", diz Morales

ANSA
LA PAZ, 30 DEZ (ANSA) - O presidente da Bolívia, Evo Morales, disse nesta terça-feira que a expulsão do embaixador norte-americano do país, Philip Goldberg, permitiu desmantelar uma conspiração contra seu governo.

Goldberg foi declarado persona non-grata por Morales em setembro, sob a alegação de que ele estaria fomentando os violentos protestos realizados em departamentos (estados) no leste do país, governados pela oposição. Naquela ocasião, mais de 15 camponeses alinhados a Morales foram mortos no departamento de Pando.

"Depois de suportar esta arremetida da direita, do império, eu não hesitei no momento de decidir que o embaixador dos Estados Unidos devia ir embora", disse Morales, que fez hoje um balanço de sua gestão em 2008. O presidente reiterou que Goldberg "dirigia uma conspiração contra a democracia e, portanto, contra o governo".

Depois de expulsar o embaixador, Morales anunciou ainda a suspensão das atividades da agência norte-americana antidrogas (DEA), que teve seu escritório fechado no país. Ambas as medidas esfriaram as relações diplomáticas com a Casa Branca.

Como resposta, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, expulsou o embaixador boliviano de Washington, Gustavo Guzmán, incluiu a Bolívia na lista de países que não combatem o narcotráfico de maneira satisfatória e não renovou a Lei de Preferências Tarifárias Andinas e Erradicação de Drogas (ATPDEA), por meio da qual a Bolívia podia exportar produtos têxteis e manufaturados ao mercado norte-americano livre de tarifas.

Morales qualificou a decisão tomada por Washington como "vingança política" e já disse, em outras ocasiões, esperar que o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, que assume no dia 20 de janeiro, reveja a suspensão das vantagens tarifárias.

Sobre as perspectivas para 2009, Morales destacou o referendo de aprovação da nova Constituição do país, marcado para 25 de janeiro. "Temos para o próximo ano muitas responsabilidades de caráter democrático", disse ele, que também deu ênfase "à necessidade de dar segurança à população e lutar contra o narcotráfico e a corrupção".

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