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31/12/2008 - 14h29

Colômbia: Em mensagem de ano novo, Farc pedem governo bolivariano

ANSA
BOGOTÁ, 31 DEZ (ANSA) - As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) divulgaram nesta quarta-feira uma mensagem de ano novo em que afirmam que seguirão tentando um acordo humanitário para trocar reféns por presos políticos e propõem ao povo colombiano trabalhar por um governo "bolivariano".

"Propomos ao povo colombiano trabalhar por um novo governo, patriótico, democrático e bolivariano, que rume ao socialismo e trabalhe por uma constituinte que seja respeitada em suas decisões, representativa de todos os setores de nossa nacionalidade", diz a nota. A guerrilha chama a atenção ainda para os casos em que políticos ligados ao presidente Álvaro Uribe são investigados por ligações com grupos paramilitares e para as denúncias de execuções extrajudiciais praticadas por oficiais militares.

As Farc também enviam uma saudação a seus membros que estão presos, alguns dos quais pretendem trocar por reféns mantidos em cativeiro em um acordo humanitário. Recentemente, a guerrilha anunciou que estaria disposta a libertar seis reféns, entre eles o ex-governador do departamento (estado) de Meta Alan Jara e o ex-deputado Sigifredo López.

Em um comunicado, as Farc anunciaram que pretendem entregar os seqüestrados à senadora colombiana Piedad Córdoba, uma das principais críticas de Uribe. Não foram divulgados, porém, detalhes sobre hora e local em que os seqüestrados pudessem ser soltos.

Ataque Pelo menos sete pessoas, entre elas cinco militares, ficaram feridas em um atentado a bomba contra um comboio militar no município de San Vicente del Caguán, centro do país. O ataque foi atribuído às Farc.

Segundo o comandante da polícia do departamento (estado) de Caquetá, coronel Alexander Sánchez, o comboio foi atacado por integrantes da coluna Teófilo Foreno, um destacamento da guerrilha.

Na mesma região, no início do mês, duas pessoas morreram e três ficaram feridas em um atentado perpetrado pelas Farc contra um comboio de agentes humanitários.

A guerrilha lamentou a morte das vítimas, um psicólogo e um motorista, e disse que havia confundido os automóveis que os transportavam com veículos militares.

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