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04/02/2009 - 15h59

Itália e Líbia iniciam parceria para combater imigração ilegal

ANSA
TRÍPOLI, 4 FEV (ANSA) - O ministro do Interior da Itália, Roberto Maroni, assinou nesta quarta-feira em Trípoli o protocolo de atuação do acordo de colaboração entre Itália e Líbia, criado em dezembro de 2007 com o objetivo de combater a imigração ilegal.

"Hoje demos um passo decisivo. Agora começará a fase técnica dos trabalhos, e na próxima semana será constituída uma unidade de coordenação para o patrulhamento conjunto", declarou Maroni.

O italiano foi recebido na manhã de hoje pelo ministro das Relações Exteriores, Abdurrahman Shalgam, e pelo ministro do Interior da Líbia, Naser al-Mabruk.

"Abre-se uma página nova nas relações entre Líbia e Itália, não somente pela luta contra a imigração clandestina, mas para a colaboração em todos os campos", reiterou Maroni. O ministro confirmou que o patrulhamento das fronteiras será conjunto, com equipamentos e agentes dos dois países.

Maroni disse esperar que com a medida a imigração ilegal da Líbia para a Itália termine ainda no primeiro semestre deste ano. O ministro também saudou o líder líbio, Muammar Kadhafi, nomeado esta semana presidente da União Africana.

Nas próximas semanas, o ministro italiano irá a outros países do Mediterrâneo para também discutir a questão.

O combate à imigração ilegal é um dos principais desafios que Maroni enfrenta. Desde dezembro, o ministro tem adotado uma série de medidas polêmicas para coibir a entrada clandestina no país e agilizar a expulsão dos imigrantes irregulares.

Uma das principais ações foi o anúncio, feito no fim de 2008, de que nenhum imigrante detido no Centro de Primeira Acolhida da ilha de Lampedusa (extremo sul do país) seria transferido para outros locais similares da Itália. A ilha é a principal porta de entrada de estrangeiros ilegais vindos de países da África.

Outra medida foi a criação, também em Lampedusa, de um Centro de Identificação e Expulsão de imigrantes, o que gerou inúmeros protestos entre os habitantes e autoridades locais.

Somente no ano passado Lampedusa recebeu aproximadamente 31 mil imigrantes irregulares, o que representa quase 10% de todos os desembarques ilegais registrados nas costas do país em 2008.

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