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05/02/2009 - 14h07

Caso Battisti: ex-militante do PAC volta a acusar Battisti de assassinatos

ANSA
ROMA, 5 FEV (ANSA) - Pietro Mutti, ex-companheiro e principal delator do ex-militante de esquerda Cesare Battisti, reiterou nesta quinta-feira que seu ex-colega de militância no grupo Proletários Armados pelo Comunismo (PAC) matou quatro italianos na década de 1970.

Em entrevista à revista italiana Panorama, Mutti explica também sua desavença com o ex-companheiro. "Battisti queria matar, eu não. Por isso saímos na mão", revelou. "Nós nos desentendemos em 1979, em Milão, na casa de Sebastiano Masala (outro membro do PAC). Mas quem não concordava com os crimes dos dois comerciantes era eu. Para mim, era um erro", explicou.

Mutti também citou Maria Cecília B., considerada ex-namorada de Battisti, embora o ex-militante tenha negado. "Não sei como ele a considerava, de qualquer forma, dormiam juntos", esclareceu.

Battisti é condenado na Itália à prisão perpétua por quatro assassinatos, e sua sentença foi anunciada após um processo que contou com a delação de Mutti.

Preso desde 2007 no Brasil, país que concedeu a ele no início de janeiro o status de refugiado político, Battisti afirma que Mutti foi torturado para fazer as acusações contra ele. Mas o delator contestou que não houve agressões para fazer sua confissão. "Fui preso em um momento particular, mas quando cheguei a Milão e comecei a falar do PAC, já tinham passado um ou dois meses. Não tinha mais nenhuma pressão", declarou.

O ex-companheiro de Battisti comentou também a operação que ele e outros ex-membros do PAC realizaram em 1981, na prisão de Frosinone, que culminou com a fuga do italiano refugiado no Brasil. Battisti "aproveitou a nossa ação para sair, mas depois foi embora por conta própria. A luta armada não lhe interessava mais", esclareceu.

Desde o dia 13 de janeiro, o italiano se tornou o pivô de um conflito entre Itália e Brasil. O caso agora é analisado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que deve decidir se apoiará a decisão do ministro Tarso Genro, que concedeu o status de refugiado a Battisti, ou se aceitará o pedido do governo italiano, de negar o refúgio e apoiar a extradição.

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