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20/02/2009 - 10h45

Caso Battisti: Suplicy espera que Itália 'reconsidere' sua posição

ANSA
BRASÍLIA, 20 FEV (ANSA) - O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) afirmou nesta sexta-feira ter esperanças de que o governo da Itália "reconsidere" sua posição em relação ao caso do ex-militante de esquerda, Cesare Battisti.

Preso no Brasil desde 2007, Battisti recebeu do governo brasileiro o status de refugiado político, decisão que desencadeou uma grave crise diplomática entre Brasil e Itália. Agora, ele aguarda uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que analisa o pedido de extradição feito pela Itália, onde o ex-ativista é condenado por quatro assassinatos.

Ontem, no Plenário, o senador José Nery (PSOL-PA) leu uma carta na qual Battisti pede aos cidadãos de seu país que perdoem os atos cometidos por ele durante o período em que aderiu à luta armada, se referindo à época em que integrou a organização Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), na década de 1970.

"Tomara que depois da carta aberta que Battisti escreveu, exista uma atitude mais compreensiva do governo italiano", declarou Suplicy em entrevista à ANSA.

Do presídio de Papuda, próximo a Brasília, onde está detido, Battisti pergunta no texto de oito páginas, intitulado "Por que eu?", se "não terá chegado a hora de a Itália mostrar seu lado cristão".

Para Suplicy, esta carta "é um gesto que não se pode ignorar e seria bom que o governo da Itália a levasse em consideração, para que se possa superar essa situação tão prejudicial para todos".

Na quarta-feira passada, o ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou que a decisão do Supremo deve sair em 15 dias.

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