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01/03/2009 - 16h41

Argentina: Cristina faz balanço de sua gestão em abertura de ano legislativo

ANSA
BUENOS AIRES, 1 MAR (ANSA) - A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, fez um balanço de sua gestão ante o Congresso do país ao discursar na abertura do ano legislativo, neste domingo.

Como principais destaques, a mandatária citou o crescimento econômico registrado nos últimos anos, a melhora na distribuição de renda e as medidas adotadas por seu governo recentemente para fazer frente à crise econômica internacional.

Em um dos pontos mais polêmicos de seu discurso, que durou mais de uma hora, ela defendeu a resolução 125, medida apresentada no ano passado que propunha o reajuste de taxas cobradas sobre as exportações de soja.

Ao falar do assunto, ela criticou o setor rural, que para protestar contra a resolução promoveu um locaute de quatro meses que chegou a causar desabastecimento em algumas cidades devido aos bloqueios de estradas.

Para Cristina, o debate sobre a medida, que foi barrada no Senado em uma votação que terminou empatada e acabou decidida pelo vice-presidente, Julio Cobos, foi conduzido com "interesses partidários ou especulativos".

"É preciso analisar [as medidas] não a partir da política partidária, mas da política séria, que propõe a transformação. Não haverá maior qualidade institucional se nós, como dirigentes, não melhorarmos nosso comportamento", disse.

Tais declarações foram interpretadas como uma referência indireta ao voto contrário de Cobos, com quem ela não se reúne desde que a resolução caiu no Senado, em julho de 2008.

Crise Ao se referir à crise internacional, Cristina afirmou que o momento abre oportunidades para a criação de um novo paradigma, e que por isso a atual turbulência não é apenas uma questão econômica.

"Há uma crise de ideia. Acabou o modelo baseado na subordinação, e não na cooperação, no qual as regras só deviam ser cumpridas pelos países fracos, e não pelas grandes potências", argumentou.

A chefe de Estado voltou a enfatizar a necessidade de criar novas estratégias para superar a crise e adiantou que levará à próxima Cúpula do G20, que ocorre no mês de abril em Londres, a proposta de reformular os organismos internacionais de crédito e de "eliminar os paraísos fiscais".

No plano interno, prometeu enviar para votação no Congresso "novos instrumentos que permitam intervir na economia para preservar o trabalho e a geração da atividade econômica".

Cristina ainda comparou a crise à "queda do Muro de Berlim" e afirmou que entre suas origens está "o fundamentalismo do mercado, em que o Estado devia desaparecer".

"Os paradigmas caíram e todos os dias há notícias que nos deixam angustiados, como quebras de bancos, demissões em massa e fábricas falidas. Parece que nada tem fim neste vazio", ressaltou.

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