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06/03/2009 - 18h30

Obama discutirá cooperação e medidas anticrise em reunião com Lula

ANSA
WASHINGTON, 6 MAR (ANSA) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, irá discutir a adoção de medidas contra a crise econômica internacional e o reforço da cooperação com o Brasil durante o encontro que terá com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no próximo dia 14, em Washington.

Em uma nota oficial difundida hoje, a Casa Branca afirma que "o Brasil é um amigo e sócio próximo dos Estados Unidos, e o presidente [Obama] olha adiante para discutir formas para que ambos os países possam reforçar a cooperação frente aos desafios globais e hemisféricos".

O texto diz ainda que o presidente norte-americano "está ansioso para discutir com Lula as medidas efetivas para combater a crise" que deverão ser apresentantes durante a próxima reunião do G20, marcada para 2 de abril em Londres.

Obama, segundo o comunicado, também quer "assegurar uma agenda produtiva para a Cúpula das Américas", que ocorre entre os dias 17 e 19 de abril em Trinidad e Tobago, e falar sobre "os caminhos para a aprofundar a cooperação em outros assuntos bilaterais".

A visita de Lula a Washington foi antecipada em três dias porque a data original, 17 março, coincidiria com um feriado comemorado nos Estados Unidos.

Hoje, o presidente brasileiro adiantou que durante a reunião irá pedir a Obama "um olhar diferente" para a América Latina.

"Somos um continente democrático e pacífico, e por isso os Estados Unidos têm que nos ver com um olhar produtivo, de desenvolvimento, e não apenas pensando em narcotráfico e crime organizado", afirmou.

Lula indicou ainda que o Brasil quer que "os Estados Unidos sejam um sócio para ajudar a construir uma América Latina mais forte".

Ao comentar a possibilidade de que debata o tratamento dispensado pela Casa Branca a países com os quais mantêm relações conturbadas, Lula afirmou que "por enquanto ninguém pediu ajuda".

Em várias ocasiões, o presidente defendeu o fim do embargo econômico imposto pelos Estados Unidos a Cuba desde 1962.

Ontem, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse ter dado "luz verde" a Lula para conversar com Obama sobre as relações de seu país com a Casa Branca.

O mandatário indicou que a Venezuela não precisa de intermediários, porque é uma "nação adulta e soberana", mas reiterou que, "por se tratar de Lula", autorizou o colega brasileiro a "falar o que achasse conveniente".

Além da reunião na Casa Branca, Lula e Obama deverão se encontrar em duas outras oportunidades em menos de um mês: nas cúpulas do G20 e das Américas.

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