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17/03/2009 - 17h32

Paraguai apresenta prioridades para Mercosul e pede fim de assimetrias

ANSA
MONTEVIDÉU, 17 MAR (ANSA) - O governo do Paraguai, país que exerce a presidência temporária do Mercosul, anunciou nesta terça-feira as prioridades de seu mandato à frente do bloco, dentre as quais citou superação das assimetrias entre seus sócios e a eliminação da dupla cobrança da Tarifa Externa Comum (TEC).

Assunção também mencionou a abertura do Instituto Social do Mercosul e a necessidade de promover uma maior integração energética regional.

Hoje, durante a 16ª sessão plenária do Parlamento do Mercosul (Parlasul), o ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Alejandro Hamed, disse que, além de ser parte de um processo de integração econômica, o Mercosul é também um "projeto político e estratégico".

O chanceler ressaltou que o Paraguai está assumindo a liderança do bloco no momento em que ele "atinge a idade adulta", e que isto coincide com a abertura de um "novo período político" no país, inaugurado com a eleição do ex-bispo Fernando Lugo para a presidência.

Sobre a criação do Instituto Social do Mercosul, Hamed indicou que a entidade terá como objetivo "fortalecer a dimensão social do processo de integração" e "colaborar com a superação das assimetrias", que segundo ele atingem especialmente o Paraguai.

O ministro enfatizou também a necessidade de impulsionar a "integração energética", mediante a liberação de recursos do Fundo para a Convergência Estrutural e Fortalecimento Institucional do Mercosul (Focem), e medidas de ajuda e incentivo a micro, pequenas e médias empresas.

"As assimetrias não devem ser atenuadas, mas superadas", enfatizou Hamed. Segundo ele, a eliminação da dupla cobrança da TEC e a distribuição da renda aduaneira poderiam contribuir para levar mais equilíbrio ao bloco.

Atualmente, a reincidência na cobrança da TEC se dá quando um dos membros do Mercosul compra produtos de fora do bloco e os revende internamente. Hamed também defendeu a elaboração de um Código Aduaneiro comum e a interconexão informática entre aduanas.

"É preciso um trabalho integrado de vários setores sociais, para fazer com que o Mercosul chegue às pessoas comuns", insistiu o chanceler.

Ele elogiou a decisão do Parlasul de sediar, nos dias 27 e 28 de abril, um encontro de ministros de Economia do bloco.

Presidido por seu novo titular, o paraguaio Ignácio Mendoza, o Parlasul difundiu ontem uma declaração em que expressou sua preocupação com o agravamento da crise e condenou o recurso a práticas protecionistas.

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