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18/03/2009 - 17h16

Porta-voz da União Europeia defende uso de preservativo no combate à Aids

ANSA
BRUXELAS, 18 MAR (ANSA) - O porta-voz da União Europeia (UE) para Desenvolvimento e Ajuda Humanitária, John Clancy, defendeu nesta quarta-feira o uso de preservativos como forma de prevenir a Aids, referindo-se às afirmações feitas ontem pelo papa Bento XVI, de que o método não é suficiente para conter a epidemia da doença.

Em entrevista à ANSA, Clancy ressaltou que os preservativos são "essenciais", e que a UE "considera que existem claras provas científicas que confirmam o papel de prevenção do preservativo".

A comissão do bloco europeu responsável pelo Desenvolvimento e Ajuda Humanitária é o maior contribuinte do Fundo Mundial contra a Aids, a Tuberculose e a Malária, que financia trabalhos de assistência e prevenção na África e nos países em desenvolvimento.

Entre 2002 e 2007, Bruxelas destinou ao fundo 622 milhões de euros. Outros 300 milhões de euros devem ser enviados ao programa até 2010.

Ao todo, somando todas as contribuições feitas por outras entidades e de maneira individual por países-membros da UE, o Fundo recebeu da Europa US$ 6,8 bilhões entre 2003 e 2006, mais da metade de todas as doações.

Os programas de prevenção financiados com este dinheiro se destinam também à distribuição de preservativos e à promoção de campanhas sobre seu uso correto.

"A Aids, a tuberculose e a malária são as três grandes emergências de saúde para a África e países em desenvolvimento, e a luta contra estas calamidades é um elemento de grande importância na política para o desenvolvimento da comissão" da UE, ressaltou Clancy.

Ontem, durante a viagem de ida a Camarões, primeira etapa de sua visita ao continente africano, o papa Bento XVI disse que a Aids "é uma tragédia que não pode ser superada com o dinheiro e nem com a distribuição de preservativos, que desse modo aumenta os problemas", e indicou que a prevenção adequada da doença requer uma grande atenção e uma renovação moral no comportamento humano.

Segundo dados do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids, existem hoje no mundo cerca de 33 milhões de portadores do vírus HIV. Destes, cerca de dois terços estão na África Subsaariana -- o equivalente a 22,5 milhões de pessoas.

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