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27/03/2009 - 20h23

Chile: Ao lado de Gordon Brown, Bachelet condena protecionismo e pede ao G20 propostas contra a crise

ANSA
SANTIAGO DO CHILE, 27 MAR (ANSA) - A presidente do Chile, Michelle Bachelet, fez um apelo nesta sexta-feira para que os países não adotem medidas protecionistas e pediu o apoio do primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Gordon Brown, para restabelecer o capital destinado à América Latina do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Em entrevista coletiva concedida no Palácio de La Moneda junto ao premier britânico, que está no Chile para uma visita oficial e para participar da Cúpula de Líderes Progressistas, Bachelet indicou que por causa da crise, muitas nações adotaram barreiras, "tanto no âmbito comercial como no financeiro".

Segundo ela, o atual momento de turbulência exige "uma resposta multilateral" para reativar o crédito, para que desta forma os países abandonem políticas protecionistas.

A presidente pediu aos membros do G20, que se reunirão no dia 2 de abril em Londres, a apresentação de "novas propostas que ajudem a deter ou amenizar o impacto da crise".

"Esperamos que o G20 possa fazer um esforço coordenado para assegurar estímulos fiscais substanciais e que se concentre na rápida estabilização dos sistemas financeiros", sustentou.

Para que isso aconteça, explicou Bachelet, é necessário também que o Fundo Monetário Internacional (FMI) e bancos regionais de desenvolvimento ampliem seus recursos disponíveis.

Neste sentido, ela afirmou que, "como presidente da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), solicita um compromisso para restabelecer o capital do BID".

Bachelet destacou também a importância da próxima Cúpula das Américas, que será realizada entre 17 e 19 de abril em Trinidad e Tobago.

Segundo ela, o encontro servirá para "revitalizar a relação entre os Estados Unidos e países da América Latina e do Caribe", pois "a região nutre uma grande esperança" em relação ao presidente norte-americano, Barack Obama.

Gordon Brown, por sua vez, destacou a solidez da economia chilena, que segundo ele crê no livre comércio e não é protecionista. O premier também elogiou Bachelet, dizendo que a presidente "será reconhecida no mundo como uma grande contribuição à democracia".

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