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01/04/2009 - 19h04

México pede ao FMI crédito de contingência de US$ 47 bilhões

ANSA
CIDADE DO MÉXICO, 1 ABR (ANSA) - O Banco Central do México anunciou nesta quarta-feira ter solicitado ao Fundo Monetário Internacional (FMI) uma linha de crédito de contingência com vigência de um ano no valor de US$ 47 bilhões.

Segundo a entidade, os recursos contribuirão para "apoiar o emprego, o acesso de empresas e famílias ao crédito, a estabilidade e o crescimento econômico".

Em visita a Londres, onde participará amanhã da reunião do G20, o presidente do país, Felipe Calderón, já havia antecipado que o governo poderia solicitar ao FMI um crédito para apoiar suas reservas internacionais.

O presidente do Banco Central, Guillermo Ortiz, assinalou que a decisão de recorrer à ajuda "faz parte das diversas medidas anticíclicas adotadas pelo governo para fazer frente à crise econômica internacional".

Segundo ele, o objetivo principal é "recuperar a confiança de consumidores e empresas e fomentar o investimento e a geração de empregos".

Ortiz explicou ainda que, somadas as reservas internacionais acumuladas pelo país, da ordem de US$ 80 bilhões, este crédito do FMI e outros US$ 30 bilhões colocados à disposição pelo Federal Reserve (banco central norte-americano), o México contaria com fundos de US$ 157 bilhões para proteger sua economia de eventuais contingências financeiras.

O país tem sofrido o impacto causado pela queda na renda petroleira. Para este ano, prevê-se uma diminuição de até US$ 30 bilhões nas receitas geradas pelas exportações da matéria-prima.

Além disso, o governo já gastou US$ 21 bilhões de suas reservas desde outubro passado para sustentar o peso mexicano, que já se desvalorizou mais de 40% ante o dólar.

O pedido de socorro foi apoiado pelo setor empresarial mexicano, que qualificou a colaboração do FMI como "uma mostra de confiança" no país. Os industriais exigiram, porém, que o dinheiro seja aplicado em ações anticrise, e não em planos para salvar instituições financeiras.

No cenário político, o Partido Ação Nacional (PAN), do presidente Calderón, também respaldou a ajuda.

Já o opositor Partido da Revolução Democrática (PRD), por meio da senadora Minerva Hernández, anunciou que pedirá ao governo informações sobre em que condições o crédito foi concedido e onde os recursos serão alocados.

O anúncio do BC mexicano coincidiu com a divulgação de novas previsões sobre o desempenho da economia do país para este ano, que apontam para uma retração de 3,32% do Produto Interno Bruto (PIB), maior que a estimada oficialmente, de 1,8%.

'Excelente candidato'

Em Londres, onde também assistirá ao encontro do G20, o diretor-geral do FMI, Dominique Strauss-Kahn, afirmou hoje que o México é um "excelente candidato" para inaugurar a nova linha de crédito lançada pela instituição para ajudar seus sócios a enfrentar a crise.

"Fico muito feliz por informar que o México aceitou o convite e demonstrou interesse em um acordo para a nova Linha de Crédito Flexível (FCL, na sigla em inglês)", disse ele.

"O FCL pode ter um papel importante para apoiar as políticas econômicas do México e aumentar a confiança nesta difícil conjuntura global", complementou.

O FMI anunciou que sua nova linha de crédito, apresentada no último dia 24, está disponível a países em desenvolvimento que apresentem "políticas econômicas sólidas, em sintonia com as recomendações dos organismos financeiros internacionais".

Ao falar sobre a economia mexicana, Strauss-Kahn afirmou que o país tem apresentado um "sólido desempenho por mais de uma década", com "crescimento, baixa inflação e um sistema bancário forte e capitalizado".

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