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18/04/2009 - 13h53

Evo Morales: 'Gostaria de ser Obama para suspender embargo cubano'

ANSA
PORT OF SPAIN, 18 ABR (ANSA) - O presidente da Bolívia, Evo Morales, voltou hoje a defender a suspensão do embargo imposto a Cuba pelos Estados Unidos e disse que gostaria de ser o presidente norte-americano, Barack Obama, para tomar esta decisão.

O fim do bloqueio, argumentou ele, "é um pedido clamoroso de todo o mundo". "Gostaria de ser o Obama para poder levantar o embargo", completou.

Morales participou pela manhã do encontro que os líderes da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) tiveram com o presidente dos Estados Unidos em Trinidad e Tobago, durante a realização da quinta Cúpula das Américas.

Ao lembrar que Cuba é o único país do continente que não participa do evento, porque foi excluída da Organização dos Estados Americanos (OEA) em 1962 -- mesmo ano em que foi instaurado o embargo --, o presidente boliviano pediu que esta seja a última edição da cúpula a ser realizada sem a presença da ilha caribenha. "Este é o meu desejo", insistiu.

Relações Na entrevista coletiva que concedeu após o encontro com Obama, Morales queixou-se da demora do novo governo norte-americano para redirecionar a política dispensada ao país andino.

"Já se passaram 100 dias e na Bolívia não se vê nenhuma mudança. As políticas de conspiração continuam", protestou o mandatário, que no entanto reconheceu se tratar de um processo que ocorre "pouco a pouco".

Após mencionar alguns incidentes diplomáticos que seu país viveu com representantes dos Estados Unidos recentemente -- entre eles a expulsão do embaixador Philip Goldberg e dos funcionários da agência norte-americana antidrogas (DEA), acusados de ingerência --, Morales pediu "o fim do intervencionismo" da Casa Branca. Segundo ele, "é necessário corrigir os erros do passado".

Mas, apesar das críticas, o mandatário disse ter ficado surpreso com as palavras ditas por Obama em seu discurso de ontem, na sessão inaugural da Cúpula das Américas, quando se comprometeu a renovar as relações com a América Latina e estabelecer "um novo começo" no diálogo com Cuba. Em dezembro do ano passado, sob o argumento de que a Bolívia não vinha colaborando de maneira eficiente no combate ao narcotráfico, o então presidente dos Estados Unidos George W. Bush decidiu suspender os benefícios da Lei de Preferências Tarifárias Andinas e Erradicação de Drogas (ATPDEA), por meio da qual o país andino podia exportar sem taxas ao mercado norte-americano.

Para La Paz, porém, a decisão foi política, tomada em represália às expulsões de diplomatas e funcionários.

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